As mil faces musicais de Thiago França

por - 14:04

Thiago França Cafezinho


O músico Thiago França é uma das figuras mais ativas do independente nacional no momento. Integrante do grupo Metá Metá, também tem vários projetos próprios, como o Sambanzo e o trio de improviso MarginalS. Além disso, participou do disco Nó na Orelha do Criolo, toca com Rômulo Froes e fez parte do disco Bahia Fantástica, do Rodrigo Campos. Em todos eles produzindo criativamente e fazendo parte de todo o processo. Para ele, o mais importante é criar e produzir, não tendo interesse na simples reprodução das coisas.


Fez sua marca na música ao recolocar o sax em evidencia e, porque não, como destaque nos projetos no qual participa. Um trabalho que ele vem realizando desde que se descobriu músico e apaixonado pelo saxofone, colocar o sax como uma parte importante da música e não apenas um adendo de momento. Às vésperas de lançar um novo disco, chamado Malagueta, Perus e Bacanaço, falamos com Thiago sobre sua carreira, música, produção, vida e futuro.


Quando você percebeu que queria trabalhar com música? Em que momento isso aconteceu? E por que o sax?


TF: Nem sei, desde sempre. Comecei com as aulas de saxofone aos 11, mas desde antes já queria tocar. Eu lembro que tinha muita vontade de tocar sax, não sei porque. Não sei nem se eu sabia o que era um saxofone, mas queria. Tinha uma referência: minha avó, Ignez (que gravou uma música comigo no meu primeiro disco Na Gafieira - ouça abaixo) sempre cantou e ouviu muita música, e lembro bem dela ouvindo umas big bands, Tommy Dorsey, Benny Godman, Glenn Miller, Count Basie. talvez seja daí, mas não tenho certeza.



Pra complementar a pergunta sobre o sax, dizem que você tem um estilo diferenciado de tocar, existe uma origem para isso?


TF: Existe sim. Durante os primeiros anos de contato com a música, grande parte das coisas que eu ouvia era de saxofonistas e eu sempre prestei muita atenção nas características de cada um, o jeito, o timbre, repertório, o que um fazia e outro não. E, sem saber o quanto isso era importante, busquei personalidade própria, causar a sensação que eu tinha ouvindo Coltrane, Brecker, Dexter Gordon, Charlie Parker, Branford Marsalis, ser identificável com uma nota. Só que o contato com o mundo acadêmico me causou uma certa aversão ao estudo formal, mesmo nas faculdades não existem professores preparados pra lidar com as particularidades do aluno, quando essas estão meio fora do padrão. De certa forma, quando eu tô tocando, tenho vontade de destruir tudo isso, destruir o senso comum, o padrão, os modelos: o saxofonista gato que aparece no clipe fazendo o solinho no meio da música; o estudioso geniozinho do "jazz" que toca tudo perfeitinho, limpinho, afinadinho, chatinho pra caralho. Quando dei conta disso, parei de ouvir saxofonistas por muito tempo, fui buscar informação em outros sons. Eu tocava muito samba, comecei a pensar em frases que imitassem os padrões rítmicos dos instrumentos de percussão. Ouvia músicas que não tinham saxofone e imaginava caminhos para me inserir dentro da "banda", e não simplesmente como "solista".


E essas influências latinas e africanas, quando apareceram? Isso também influencia no saxofone?


TF: As influências latinas são bem anteriores. Lembro de um K7 da minha avó com umas cumbias e uns boleros que eu ouvia muito na casa dela, eu devia ter uns 6 anos. Esse som, sempre me pegou. É dessas coisas inexplicáveis. Quando eu tinha uns 12 anos, tive uma queda por Guns n' Roses, que passou no ano seguinte. De alguma forma, a gente não escolhe o que a gente gosta. O interesse por música africana veio depois, quando eu comecei a me interessar (tocar) samba. A "África", como um lugar místico e fantasioso da origem do samba ficou na minha imaginação até que inventaram o Youtube e eu pude descobrir o que era (ainda estou descobrindo). Existe uma interseção forte entre esses dois pólos de música, um jeito de tocar, mais percussivo, com melodias mais intuitivas, menos "desenhadas", como as de origem e influência europeia. A sensação que eu tenho é que a música tem outro propósito: o encontro, a celebração, a vida em comunidade, a dança/transe; diferente da música feita para "apreciação", em que foco é o músico (intérprete ou compositor) a quem se dá o título de gênio, acima dos demais.


Isso tudo me influencia, como artista-criador e também no lance técnico, de músico-instrumentista. Logo que me aventurei pelas rodas de samba e choro, passei a prestar muita atenção nos desenhos rítmicos dos instrumentos de percussão e transportá-los para o saxofone. Aos poucos, fui descobrindo outro instrumento dentro dele, com barulhos e outros sons que se distanciassem do original. Começou a me interessar muito mais as texturas e as dinâmicas do que as escalas e os arpejos.



É interessante ver como você é multi-facetas: toca tanto o saxofone de forma mais 'normal', quanto de um jeito muito mais louco, como no MarginalS. Você prefere tocar um lance mais clássico ou desconcertando tudo, bem free-jazz? Existe a preferência?!


TF: Não tenho preferência, existem momentos diferentes e pra mim são complementares. Gosto das duas coisas, ouço Sun Ra e Paulinho da Viola no mesmo dia. Estar em contato com sonoridades e linguagens diferentes deixa a criatividade mais aguçada. Esse ano eu vou lançar um disco chamado Malagueta, Perus e Bacanaço, inspirado no livro homônimo do João Antônio. Tem 11 faixas e um improviso só no disco inteiro, o resto é só melodia (tema) e arranjo, e é basicamente um disco de samba, tem até um bolero, tudo tradicionalzinho, caretinha. Mais parecido com o meu primeiro disco, Na Gafieira.


Já que você falou em careta. Na nossa cabeça sempre existe uma diferença entre o experimental e o de "tocar de qualquer jeito". Não tocamos sax, mas parece que precisa ter certa técnica para ir pro lado do free e da improvisação, mesmo ela sendo sem amarras. É isso ou eu to viajando e querendo colocar regra de quem toca 'certinho, afinadinho, chatinho pra caralho'?


TF: Tocar "errado" é tão complexo quanto tocar "certo". Acho que o free (jazz) exige mais criatividade do que técnica, vide Ornette Coleman, e isso é muito mais difícil. Nos formatos mais tradicionais é permitido você se apoiar em coisas prontas como escalas, arpejos, frases que você tirou do solo de alguém, "licks" (clichês universais). Não devia ser assim, isso é anti-artístico, mas enfim, essa é outra discussão. No free não tem espaço pra isso, porque você não controla o que as outras pessoas estão tocando. O que também abre outra discussão: o free não precisa ser fritado o tempo inteiro. Se for livre, você tem liberdade tanto pra fazer barulho quanto pra tocar uma melodia bonita, longa, em cima de um acorde tranquilo, repousado. O desafio muda pra cada músico. No MarginalS, o mais legal é sair improvisando passando por tudo que a gente curte fazer, seja com pouca ou muita nota, com ou sem groove definido, e deixar no ouvinte a sensação de "não é possível, isso aí foi combinado". Outras vertentes ficam mais na onda do noise... Sei lá. Cada um com seu cada qual.


Já que falamos de improviso, e você falou do MarginalS, que trabalha em cima do livre improviso, eis uma pergunta que eu sempre faço para quem trabalha com isso. Gravar, não seria um limitante de tal ato?


TF: Não. Porque quando a gente grava é um registro da época, da sonoridade, daquele momento específico. Não é o registro de um repertório, aquilo ali não vai ser reproduzido, não vai virar "tema" nem um "clima" obrigatório, que tem que ter em todo show. A gravação tem o mesmo espírito do ao vivo, a gente grava tocando junto, como se fosse um show e sem se impor nada.



Ainda no improviso, porque tentar sempre não se repetir? Já que você disse que seria difícil inclusive provar tal repetição. É proibido (re)produzir no MarginalS?!


TF: O som do MarginalS é experimental. Se você faz uma coisa que você já conhece, não é uma experiência. Isso pode soar bobo, mas não é. A música experimental é aquela que te força/permite/instiga a tentar coisas novas todos os dias. Não significa que é um lance de cientista maluco num laboratório cheio de tubo de ensaio, é no sentido mais puro (talvez ingênuo) da expressão. Se num momento dum groove pesado, denso, que seria óbvio eu usar o sax eu troco e pego a flauta, eu tô experimentando. Não se repetir é a graça da parada, senão não tem desafio e você engessa o processo. A ideia é deixar a coisa sempre solta, sem forma ou nenhuma obrigação, e é o que nos mantém instigados a continuar fazendo esse som. Na verdade não é tão difícil não se repetir porque, por mais que eu reutilize uma ideia de um show passado, o Cabral e o Tony podem entender aquilo de outra forma e levar pra um lado completamente diferente. E ao contrário das escolas mais tradicionais, em que o improviso fica focado em escalas e arpejos, a gente tem muitos outros elementos pra usar além desses, como dinâmicas, texturas, barulhos, timbres... Ou seja, a repetição não chega a ser uma neura.


Em outros projetos, como o Sambanzo e o Metá Metá, os improvisos tem outra função. Por exemplo, na música "Orunmilá", do Metal Metal, eu gravei um improviso, ideia do Kiko, só com notas graves, num duelo com a percussão, que me coloca como o "rum", o tambor grave do candomblé. Eu não repito os ritmos, as notas, mas repete-se o conceito, cria-se uma história. Na música "Etiópia" do Sambanzo, no momento do improviso, eu faço um lance batendo nas chaves laterais do sax que dão uma sonoridade meio oriental, o sax vira uma flauta exótica com um som meio podre, e isso compõe um todo, dá identidade à música. Improvisar só por improvisar, pra eu mostrar que eu sei alguma coisa, não me interessa. Eu acabei de gravar um disco, Malagueta, Perus e Bacanaço, que tem um único improviso, numa música só, e ainda assim, o improviso é uma parte da história, não é gratuito.


Por que Mulatu Astatke e não Kenny G?


TF: Pô, essa é a pergunta mais rasa ou mais profunda do mundo, porque a resposta pode ser um mero "porque sim", baseado no meu gosto pessoal, ou pode ser uma pequena enciclopédia, que passa por mil questões, da estética à política. Ou porque o Kenny G tá na comedinha romântica hollywoodiana da Julia Roberts e o Mulatu tá no filme do Jarmusch. Porque o mundo não é cor-de-rosa, eu não sou um babaca com cara de capa de caderno, não prego o bom-mocismo-bunda-mole, não sou água com açúcar, não faço "música boa pra gente bonita", porque eu tenho pavor do clichê do saxofonista gato "tocando um blues" na janela. Eu sou fruto do terceiro mundo, da imperfeição, do incômodo e da inquietação. A arte tem que propor a reflexão, tirar da zona de conforto, incitar discussões, aguçar a sensibilidade, enriquecer a alma e a mente do ser humano. Bicho, isso vai longe. Agora, se o mano sabe que a música dele toca no elevador, se ele compõe uma canção-jingle que vai ser esquecido daqui a 6 meses e ele dorme tranquilo à noite, parabéns.


Você toca e já tocou com diversos novos artistas e em projetos que são bem vistos para público e critica. Tu se sente responsável em ter colocado novamente o sax em destaque de uma maneira positiva na música brasileira? O sax ficou meio queimado depois do Kid Abelha...


TF: Não acho que é culpa do Kid Abelha, até porque, antes disso, o saxofone já não era muito presente no universo da canção. Assim como muitos outros instrumentos, ele é ligado fortemente a um estilo específico (jazz, no caso) e você começa a estudar dentro de um padrão rígido. Eu aprendi que o saxofone era um instrumento de solo, por isso, a forma de se relacionar com a canção seria se em algum momento da música, houvesse espaço pra fazer um solo. Tirando uma intro ou um final, ocasionais frasezinhas de naipe de metais, é o que é designado ao instrumento. Desde sempre eu quis fugir disso, sempre gostei de canção, quando era adolescente, ouvia tudo o que encontrava mais a mão: Tom, Elis, Gil, João Gilberto, João Bosco, Chico Buarque (eu não saia muito nessa época, 93, 94, não sabia o que rolava na rua). Em casa, tocando junto com os discos, eu ficava sempre tentando dar um jeito de tocar a música inteira, porque era o que eu queria: tocar a música toda, como parte da banda, não como o forasteiro que aparecia pra fazer o solo, depois sumia. As coisas que rolam no Metá Metá, de tocar junto com o violão, junto com a voz, fazendo contrapontos, abrindo vozes, eu faço desde sempre, intuitivamente. Só que todo mundo odiava! As cantoras brigavam comigo "você tá roubando a atenção da voz!", ou "isso não é jazz pra você ficar tocando a música inteira!", mas eu sabia que era isso que eu queria fazer e que uma hora alguém entenderia. Não vejo nenhum instrumentista de sopro fazendo algo do tipo. Acho ruim no sentido de que as pessoas não se questionam, não buscam caminhos pra criar seus próprios diálogos com a música. Agora, o que eu faço ou deixo de fazer para A Música Brasileira, putz... Sei lá. Se você tá falando...


Metá metá


Os trabalhos falam por si. Você tocou no Nó na Orelha (dito um dos discos do ano de 2011), toca com o Romulo Fróes e participou do Labirinto em Cada Pé, ainda tem dois belos trabalhos com o MarginalS. Tem o Metá Metá com Kiko Dinucci e Juçara Marçal, que querendo ou não, tirou um pouco da "frescura" ou da "divindade" do samba, já que deixou ele um pouco mais sujo. Metal Metal só piora a situação pro samba. Sambazo traz muita coisa em um disco só, de África a América Latina. Apenas aqui, citei projetos que circulam pelo hip hop, rap, samba, gafieira, MPB, rock, instrumental, improviso, jazz, experimental, afrobeat, pop, entre outros. Ou seja, versátil você é com toda a certeza, criativo também. Eu sei que você é humilde, mas é sério que você não se vê como alguém que está mudando um pouco da história do sax na música brasileira atual? Fala um pouco dos processos nos trabalhos com outros nomes, você cria neles também?


TF: Man, não é questão de humildade, é questão de ponto de vista. Se você conhece todos esses trampos que eu participo, com certeza eu ocupo uma parcela grande do tempo que você passa ouvindo música. Mas tem muita gente que não faz ideia quem eu sou, tem gente que nunca ouviu o Criolo, o que dirá o MarginalS. Tá tudo em aberto, acontecendo. Se eu achasse que já tivesse feito alguma coisa, que já conquistei, eu podia parar por aqui, e eu acho que tá só começando.


Em todos esses trabalhos eu participo como criador, porque é o que me interessa. Nunca fui e nunca quis ser músico de naipe, o cara que chega e lê o arranjo. Sempre gostei de me envolver e de ter liberdade pra tocar do meu jeito. Estando à vontade é que saem os melhores resultados, e eu só toco com toda essa galera porque essa é uma premissa em comum. O que muda na prática, de um trabalho pra outro, é o estágio em que a gente contato com a coisa. Por exemplo, no Metá, às vezes o Kiko chega com uma composição nova, só um groove de violão, eu tenho bastante liberdade pra interferir, sendo só nós dois tocando. No Bahia Fantástica, o Rodrigo já tinha as músicas bem desenhadas quando apresentou pra gente, e como haviam várias pessoas envolvidas no processo, cada música foi de um jeito, às vezes eu esperava os caras definirem o groove de baixo/bateria pra depois pensar em alguma coisa, ou ia criando algo em cima do violão do Rodrigo. Pro Sambanzo, algumas músicas eu já tenho bem definidas, groove, estrutura; outras, saia tocando e deixava cada um chegar à sua própria conclusão, depois a gente amarrava as idéias. Varia, mas a gente sempre tenta falar o mínimo possível e fugir das soluções óbvias e "pressetadas" (se não existia isso em português, agora existe!), tipo, tocar o samba "como o samba deve ser", ou um funk, ou cumbia, enfim...


Pra você, quantos por centos de nato é criatividade e quanto é adquirido (seja pelo simples conhecimento do instrumento ou expansão mental por cultura)?


TF: (isso dá uma tese de doutorado) alguma coisa a gente tem na genética, alguma inclinação pra fazer o que faz, mas não passa disso, uma inclinação. O resto é ralação, todo o resto se aprende, ainda mais hoje, que o artista não tem mais o aparato duma gravadora pra se ocupar só de fazer música. O instrumento é a porta de entrada pra música, daí vem um monte de outras coisas, como compor, arranjo, produção, fazer trilha, mil coisas que você toma conhecimento bem depois de começar a tocar. Eu mudo muito de opinião sobre esse assunto, pra responder essa pergunta, cada hora eu pensava numa coisa. Ao mesmo tempo em que acredito muito nessas coisas invisíveis que nos cercam, não gosto de pensar que algo vai acontecer sem você correr atrás, sem esforço.


Você já falou que tem feito trilhas. Eu queria saber se muda muito o processo criativo e de composição para seus projetos em bandas e trilha.


TF: Muda, e varia com o processo. Por exemplo, o Kiko e eu fizemos uma trilha pra um documentário, só sax e violão, improvisando assitindo as imagens. Tem um outro doc, sobre a rivalidade entre as seleções brasileira e cubana de vôlei feminino na década de 90, do Fábio Meira, que ele usou as músicas do Sambanzo. Nesse caso, como as músicas já estavam prontas, eu só ajudei encaixar. Também fiz uns trampos com o Gui Amabis e com o Instituto, pra cinema e pra uma série da HBO. Há um tempo, antes de começar a correria dos shows, fiz uns experimentos filmando com o telefone e usando o MarginalS como trilha, me diverti bastante. É um campo que me interessa quando dá pra gente trabalhar assim, fazendo música, criando, gostaria de fazer mais. Jingle, com todo respeito a quem faz, mas não me interessa.


E como é o Thiago França produtor? Interfere criativamente também?!


TF: Antigamente, você tinha as funções muito bem definidas porque a música era feita assim, havia um mercado e haviam empregos: um cara compõe, alguém canta, alguém toca; um cara escolhe os músicos, alguém escreve o arranjo, e o produtor era quem encomendava o "produto" ou transformava em algo. O produtor encarregava de chegar pra um compositor e pedir uma marchinha pro carnaval, pra fulano de tal gravar, enfim. Hoje, isso tudo mudou, não existe mais o emprego, não existe função definida. O que rola, como eu já disse, é que tanto a música quanto o mercado estão mudando, um interfere na mudança do outro, e hoje a gente faz um pouco de tudo, procuramos olhar o todo. Por exemplo: o Etiópia do Sambanzo é um disco sem arranjo escrito, todo tocado, solto. A "produção" do disco foi dizer pros caras ficarem à vontade, pra extrair ali a personalidade de cada um. No Bahia Fantástica, todo mundo assina como produtor, porque além de tocar cada música, todo mundo pensou no todo. Eu via que já tinha rolado uma música com solo de sax, na próxima eu fazia alguma coisa com a flauta, mais discreto. Cada som é de um jeito.


Thiago, obrigado pelo tempo. A minha última pergunta é: existe alguma coisa que você queria que fosse perguntado, e não rolou?!


TF: Acho que não, é isso aí!


Thiago SAX. Por Daniel Moura

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3 comentários

  1. Eu gosto quando rola este tipo de entrevistas onde você tem a certeza que é o caminho certo musicalmente aquele que você está tomando. Claro, não que o dos outros seja errado! Longe disto! Mas é o tipo que acrescenta ainda mais e quando você vai num show não vai esperar aquela coisa "mais do mesmo". Vem sempre uma surpresa boa!

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  2. Parabéns Primo! Brilhando e muito!! Inácio Cavallieri BH

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  3. Acabei de encontrar a música do Thiago França e estou impressionado- tanto que queria dizer algo menos neutro e impessoal que isso, mas estou sem criatividade por ora. E a entrevista está além das expectativas, mais cara limpa que isso ainda estou pra ver!
    Estou bem desatualizado quanto ao que acontece na música deste país, mas esse som me tirou do marasmo...

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