Feliz Aniversário! Conheça o projeto Zurdo

por - 14:08

zurdo oficial

O lance é o seguinte, neste mês o Hominis Canidae completou quatro anos de vida. Dentro desses anos, já postamos mais de 2400 discos, 360 áudios de bootlegs gringos ou nacionais e 42 coletâneas feita por nós. Pra quem não sabe, o Altnewspaper é apenas um outro espaço oriundo do Hominis, um espaço que é até maior que o próprio blog, já que nele divulgamos eventos, realizamos produção de textos (bons ou ruins), rola crítica jornalística, além de dar mais um espaço para o artista aparecer em diversas entrevistas. Neste ano estávamos meio preguiçosos e relapsos, sendo assim não pensamos em celebrar a tal passagem para mais um ano (se é que chegamos no final do próximo, né?). Eis que caiu em nosso colo esse belo projeto, que esta completamente relacionado com a história do Hominis Canidae.


Zurdo é o nome do projeto solo de Henrique Rocha, paulistano de nascença e potiguar de coração. Henrique fez parte da banda Calistoga e também toca na Talma&Gadelha e se o HC não existisse, provavelmente não o conheceria a ponto dele confiar até o nome do projeto solo dele nas minhas ideias. Sendo assim, eis aqui a estreia de mais um belo projeto potiguar, porém feito de uma maneira diferente. O que seria um EP com quatro músicas se tornou um vídeo com quase 19 minutos de duração. Dentro do curta, quatro vídeos que se ligam e interagem entre si, cada um representando uma das canções feitas pelo Henrique para o projeto. Batemos um papo rápido com ele sobre o Zurdo, suas pretensões, de onde surgiram as ideias, influências, entre outras coisas.


Pra começar, explica no que esse projeto difere musicalmente dos outros trabalhos que você já teve, principalmente os mais recentes, como o Calistoga, Talma&Gadelha, etc.


Henrique Rocha: Bom, a maior diferença é que o Zurdo é um projeto exclusivamente de músicas minhas, ele surgiu com esse intuito, registrar músicas que venho fazendo há alguns anos e que não se encaixam a nenhum dos meus outros projetos. A criação dessas músicas ao contrário das minhas outras bandas é totalmente livre, não me apego a nada, nenhum estilo, nenhuma forma, nada, tudo vale. É realmente um experimento. O Zurdo não vai defender nenhum estilo musical, rótulos e nada do gênero, é simplesmente música!


E de onde veio essa ideia de utilizar o áudio junto com o vídeo?


HR: Isso surgiu porque eu queria registrar as músicas ao vivo, faz mais sentido no som que o Zurdo tá fazendo. Registrar realmente como a banda soa, com erros, com queda no andamento, ir de encontro ao que venho fazendo faz anos. Filmar tudo é um fator importante pra poder perceber melhor o som, quando se vê a banda tocando conseguimos absorver melhor a música. Depois que registramos tudo e começamos a editar a coisa foi mudando, as ideias foram aparecendo e acabou que fizemos um filme que retrata bem as faixas, a banda, e todas as nossas referências artísticas e musicais.


Mas existe alguma música realmente nova no projeto Zurdo? Porque lembro que tu tem muita faixa pronta faz algum tempo.


HR: Sim, nesse primeiro registro do Zurdo priorizei as composições mais novas, uma parte da formação já está ensaiada com outras duas que são mais velhas que não entraram nesse filme, tenho outras mais velhas e mais novas ainda, que serão ou não do próximo lançamento.


Essa formação da banda veio como? A ideia é tocar ao vivo? Se sim, com a proposta do uso de vídeo também?


HR: A formação foi praticamente um trabalho de pesquisa, vendo shows, gravando algumas bandas, tocando em jam sessions. Fui vendo quem eu achava que poderia se encaixar no projeto e tinha afinidade musical. O Zurdo começou como um duo, eu e Artur Porpino (Ar, Tu & o Vendaval, Ex Camarones Orquestra Guitarrística) depois de um tempo eu senti necessidade de colocar um baixo pra ter mais possibilidades, então chamei Leandro Menezes (Mahmed, Frattelli) que é amigo há muitos anos e temos um gosto bem parecido. Ele topou e ficamos em trio, mas eu ainda achava que poderia ter outros tipos de camadas que nunca tinha feito em outros projetos. Mostrei as músicas pra Daniel Nec, ele curtiu e abraçou a ideia de entrar e tomar conta dessa parte, com samplers, sintetizador, trompete, escaleta e tudo que acharmos relevante.


Essa é a formação hoje, mas não penso em isso ser fixo, eu quero usar outros elementos mais pra frente, então acho que pode entrar mais pessoas pra interagir no grupo. Uma observação interessante é que essa formação atual nunca tinha tocado junto, todos os ensaios foram separados por conta de diversos fatores, a primeira vez que tocamos os quatro juntos foi no registro do material. A ideia é tocar ao vivo, mas ainda estamos vendo como viabilizar o vídeo em shows ao vivo. Se for possível, terá videos interagindo com a banda!


Mas foi tudo de primeiro take? E as letras e o vocal, como vieram? Porque eu só lembro de ter escutado instrumentais.


HR: Não foi de primeira, erramos alguns takes obviamente. Mas foi relativamente rápido, a gravação em si não durou mais de 3 horas!


A principio não ia ter letra, porque eu queria escrever e sou péssimo nisso, mas um dia passando as músicas no violão aqui em casa, surgiu a letra da musica "Descontruir", consegui fazer uma melodia que me agradava e ela entrou. Na música "Andamentos de Uma Não Relação" também tem voz, mas não estou dizendo nada, estou usando ela como um instrumento para preenchimento de camadas.


E explica melhor esse primeiro registro/ EP/vídeo: nome das faixas, quem fez os vídeos, etc...


HR: Serão quatro músicas tocadas ao vivo, quatro vídeos editados por Gustavo Rocha, Raras Rá e Daniel Nec. As músicas se chamam [na ordem do EP/vídeo]: "Andamentos De Uma Não Relação", "Balangando", "Duas Metades Separadas"  e "Desconstruir". Gravamos no home estúdio de Ian Medeiros e eu fiz a mixagem do áudio.


E agora para vocês, em primeiro mão (porque exclusividade na internet é uma mentira), mais esse belo registro nacional, com um pouco de experimental, de rock e muito de alma e coração. 


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