"Sobre a tal busca por conhecimento"

por - 15:01

bilu


Muito provavelmente pela insaciável sede de respostas, o ser humano tende a buscar em inesperados ambientes aquilo que para uns pode ser uma explicação meio calabresa meia quatro queijos e para outros pode ser a mais pura e inquestionável certeza. Como bem dito por ET Bilu, “apenas que busquem conhecimento”. Por mais que não saibam, procurem saber, independente de onde você busca suas informações. Isto é o que cria o debate e a reflexão e o que proporciona a diversidade sócio-cultural da qual tanto falo, mas nunca sei de fato explicar. Tente explicar a internet para um cara que foi congelado em 1972 e foi descongelado há vinte minutos. É mais ou menos por aí.



Fui questionado sobre o moleque de 13 anos que matou todo mundo e depois se matou. Não estou acompanhando o caso, apesar de ouvir um burburinho aqui e ali, ou seja, não sou o melhor para comentar sobre o assunto. Mesmo expondo este fato a quem me questionou, fui inferido com outra pergunta, desta vez mais capciosa. “Não, mas você como psicólogo, o que acha disso?”. Minha resposta não mudou. É como se eu virasse o oráculo por estudar psicologia. Insatisfeito, o individuo que perguntou resolveu desabafar sobre a segurança e a violência dos videogames, que supostamente influenciam o comportamento humano porque todos sabem que o cara que matou as criancinhas no Realengo era chegado num GTA.



Talvez o maior dos problemas nestes questionamentos seja o objetivo de culpabilizar e não de entender o que diabos se passa nessas situações. Por mais que em algumas situações, até possam existir filhinhos da puta que de alguma forma atrapalham o andamento de algo, não por isso devemos estufar seus rabos de pseudo-justiça. O exemplo mais simples desta situação é a coxisse de uns e outros médicos brasileiros, que sustentam o paradigma da criança rica, mimada e que sabe que vai ter tudo que quiser. Sinceramente, não sei o quanto médicos estrangeiros são necessários, mas se eles não forem coxinhas o suficiente para achar que as periferias e cidades mais distantes dos grandes centros não precisam de qualidade no atendimento médico, já caminhamos para uma melhora.



Uma questão de infraestrutura também é algo considerável nesta problemática, isso eu imagino. Não adianta colocar os médicos se não tiver uma condição de trabalho minimamente aceitável, eu já joguei “Sim Hospital” e sei como funciona essa parte mais técnica. Só não sei como resolver isso na prática, já que usava código pra ter dinheiro pra montar o hospital e nunca faltar remédio. Caso você não tenha reparado, eu não sou ministro da saúde, então o bom e velho “klapaucius” vai sempre ser útil no jogo. Em todo caso, não dá pra puxar uma resposta do rabo, então devemos ser mais pacientes (trocadilho não-intencional) e esperar que os de brancos (trocadilho intencional) que se entendam.



A melhor parte nisso tudo é mostrar o quanto politicamente irrelevante sua opinião pode ser, principalmente quando não se tem uma formada. Não estou dizendo para você não expressar a sua opinião, mas digo que se for expressá-la, prepare-se para ouvir críticas ou mesmo opiniões mais pertinentes. E uma enxurrada de bosta, claro. Neste meio tempo, tenha a humildade de reconhecer que em algum momento, sua ideia pode sofrer alterações com o tempo, até porque qual a graça em expor suas ideias se elas vão se manter as mesmas? Por isso reforço a importância não de expressar suas opiniões, mas de saber ouvi-las também e daí fazer a felicidade de Bilu e enfim buscar o conhecimento de forma mais plena, não somente sobre algo mas sobre si mesmo também.


ETB


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1 comentários

  1. quem acredita nesta coisa idiota de bilu????? ja deu!!!

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