#TerçaGringa: Karate e a arte pós-rock milenar

por - 11:06

Karate


Num dia frio, além de, obviamente, se proteger da hipotermia, a música certa faz toda a diferença na mudança brusca de clima. E não é questão de ser um sommelier de cupcake do Starbucks ou um entusiasta do black metal shoegaze da Eslováquia, todo mundo deve ter sua trilha sonora para dias frios. Ainda que não tenha, gosta de alguma coisa específica para entrar num clima diferente, não necessariamente estando num clima diferente como o frio. Em qualquer caso, boto um Karate pra tocar e me sinto muito bem.


O Karate, que aliás é um nome sensacional para uma banda, foi um trio/quarteto de post-rock com influências fortes de jazz e blues de Boston, Massachussets. A banda infelizmente acabou depois que um de seus integrantes desenvolveu problemas auditivos após praticamente 12 anos de andanças na vida de músico. A banda equilibra de maneira única a técnica e a emoção em suas letras e melodias milimetricamente perfeitas. Fato interessante que denota o TOC coletivo da banda é a contagem de seus shows ao longo dos 12 anos de banda, que eles dizem ter sido exatamente 595, que curiosamente é o nome do último disco que lançaram juntos, que também por acaso foi o último show que fizeram antes de se separar. Aposto que eles lavavam as mãos o tempo todo.


Todos os seus discos são um primor da música, extremamente técnicos como o bom jazz deve ser e chegando a um ponto de introspecção digno de um blues clássico, mas um disco especifico deles me desperta as emoções mais profundas, que é Unsolved, de 2000. Segue link em nosso Tumblr e tente ouvir sem pensar na vida ou num dia frio, só pra garantir a curtição da música mesmo.


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