Entrevista: Vitreaux e seu primeiro EP, "Dois por Dois"

por - 12:05

Foto de divulgação por : Gabriela Portilho

Hoje nós vamos falar de  uma banda de nome muito legal e que faz um som de qualidade, que já passou aqui pelo Alt algum tempo atrás e que agora, com o lançamento do seu primogênito EP  batizado Dois por Dois, tem tudo para disparar no cenário do rock brasileiro. Auxiliados pelo recém criado selo Mono.tune - pelas mãos do já conhecido Filipe C. - os rapazes da Vitreaux apareceram por aqui mais uma vez pra botar o papo em dia e participar de mais uma entrevista, dessa vez mais focada nas músicas do trabalho novo (que pode ser ouvido e baixado gratuitamente no site do Mono.tune). Então vista sua melhor roupa, treine os passinhos de roquenrou e bote o Dois por Dois pra tocar, que o bate-bola foi bacana!


Da última vez que conversamos, muita coisa ainda estava pra acontecer, então a primeira pergunta vai ser: o que mudou pra vocês de lá pra cá? As expectativas (se elas existiam) pro lançamento do Dois por Dois se cumpriram?

Nós fizemos algumas apresentações, testamos uma bordoada de coisas. E a formação mudou também, agora a Vitreaux é um quarteto! Sim, tem uma galera ouvindo o disco, falando sobre ele, acho que é isso. O EP já não é mais nosso, é de todo mundo. É interessante.


Quando eu ouvi e resenhei o single "Ossos de Amor", a história divertida da canção foi um dos aspectos que mais me chamou a atenção, e dá pra ver que as outras músicas não deixam a desejar nesse quesito. Esse jeito com histórias inventadas é uma qualidade que vocês perceberam e pretendiam explorar no EP ou foi algo impensado?


Foi o lado que o Filipe escolheu explorar, esse nosso lado “ensolarado”.  Eu tenho uma porrada de músicas assim, elas são bem antigas e despretensiosas.  “A Viúva Bernión” e “Eu Vi um Beatle Outro Dia” podem ser conferidas ao vivo (somente).


Ainda nesse lance das história, eu gostaria muito que vocês contassem um pouco mais sobre como nasceu a letra de "Romântico em Paris". Esse sujeito existe mesmo? (risos)


"Romântico em Paris" eu escrevi em Minas Gerais, em 2009. Foi alguma inspiração visual, eu não me lembro exatamente o que. E pra escrever a parte em Francês, eu pedi um “Help” a uma grande professora que tive por lá, a Tia Cléa. Existe, é só ouvir a música e ele retoma seu movimento.



Lembro que da última vez que conversamos, o Lucas disse que era a primeira vez que ele se envolvia com esse processo de fazer “música séria”. E então, agora com o EP lançado, como fica a situação? Como tá sendo a interação com o cenário e essa vida de divulgação e shows?


Por enquanto, a interação e os shows estão acontecendo nos estúdios mofados e empoeirados, por serem mais baratos. Estamos tentando fechar alguns shows. Agora que a Vitreaux realmente começa as suas atividades. (risos)


A gente ouve um monte de coisa misturada no Dois por Dois, mas eu me arrisco a dizer que vocês curtem um bocado de Mutantes! (risos) O que é que vocês levaram de influência pra esse álbum, conscientemente? E se não consciente, que sons ou filmes ou qualquer coisa do tipo mais esteve nas cabeças de vocês durante o processo de produção do EP?


Uma boa dose de Mutantes, Kinks, Beatles, João Penca e seus miquinhos amestrados. Visualmente, a estética de filmes noir. Em geral, as influências não conscientes nós ainda não temos ciência (risos).


Foto de divulgação por: Gabriela Portilho

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