Conheça o SLVDR e sua música para gastar onda

por - 11:06

SLVDR

O SLVDR (ou Salvador) foi um dos destaques de 2013 para nós e olhe que normalmente não mandamos EPs em nossas listas de fim de ano, mas tivemos que abrir esta exceção. Isso porque o som é explosivo. Em quatro músicas, temos um misto de influências e guitarras confusas (mas todas propositais). Além disso, o trocadilho no nome do EP é genial e a fixação pelo filme De Volta para o Futuro (presente no nome de uma faixa) só chamou ainda mais a nossa atenção.


Assim, resolvemos tirar algumas dúvidas sobre o som, a banda, o que é que ainda está vindo por aí e mostrar um pouco mais do grupo para o público e até pra gente mesmo. Saca o papo com o trio de música instrumental carioca, que não é apenas rápido e direto no som, mas também nas respostas.


Por que esse nome? Eu nunca consigo escrever certo (risos). É Salvador, mas é um nome próprio, a cidade ou o verbo?


SLVDR: Cara, a cidade é bonita, é um nome hispânico maneiro, o verbo é irado. E além disso, nós temos a sorte de poder trabalhar com uma galera que sempre nos apoia (salva) hahaha. Mas na real nós só usamos as consoantes: SLVDR. É pra ficar mais difícil mesmo hahaha.


Vocês acham que usar uma sigla, facilita pro fã da música instrumental (Diversas bandas acabam virando sigla, por exemplo: EITS - Explosions In The SKy)


SLVDR: Não sei se fica mais fácil, mas tem a ver com a linguagem das bandas que nós gostamos.


1266593_240124606141874_214366548_o


A gente percebe que vocês curtem essa brincadeira com os nomes. Fera Vischer é um bom exemplo disso. Como surgiu a ideia de batizar o EP assim?


SLVDR: A idéia brilhante do trocadilho foi do nosso ex-tecladista Leonardo Rezende! Amigão que ainda está conosco em outros projetos.


E com relação ao nome das músicas, de quem é essa fixação pelo filme De Volta Para o Futuro?


SLVDR: Todo mundo.


Vocês acreditam que estão trazendo uma sonoridade do futuro ou do passado para os tempos atuais?


SLVDR: O tempo é relativo, é do futuro e do presente porque gostamos de experimentar e abrir as linguagens. Mas é engraçado que quem gosta, fala que a gente lembra progressivo clássico, o que a gente nem ouve tanto! hahaha


Slint + Fugazi = SLVDR ou estamos viajando?


SLVDR: Cara, não sei responder isso. Fugazi é foda, mas são muitas influências diferentes. A gente tem muito dessa sensação, mas fritamos em ondas diferentes. Se bem que o nosso som tem mudado muito. O disco vai vir bem diferente.


No que o Rio de Janeiro inspirou o primeiro EP de vocês? Vocês acreditam que o Rio é uma inspiração (boa ou ruim)?

SLVDR: O Rio é o EP. Tem uma música que é Tijuca, outra, Glória, Botafogo e Jacarepaguá hahahaha. O Rio é muito quente e a cidade ta cada vez mais frita!


Vocês interagem com outras bandas do Rio? O Pessoal da Audio Rebel e Quinta Avant? Como vocês vêem o movimento da música experimental por ai?


SLVDR: O instrumental ainda é pouco difundido no Rio, e nós acabamos caindo numa área "separada" das outras bandas. Mas é claro que tem umas bandas foda que já tivemos o prazer de dividir o palco, como o Mara Rúbia, Los Bife e Dos Cafundós. E as bandas gringas muito doidas (Winter - EUA, Ronaldo - CHI, LXMP - POL e vamos tocamos com o Falcom da Argentina neste mês) Mas esse cenário no Rio está crescendo! A própria galera da Rebel que são nossos brothers, incentivam muito esse contexto experimental, desde sempre! E nossos integrantes estão envolvidos em N projetos (Ventre, João, Posada e o Clã, Jamais, etc... - o Barbosa é mó gigueiro! hahaha).


No perfil do FB a definição da banda é "Música para gastar onda". Então a pergunta seria, vocês se levam a sério? Se sim, qual o plano?


SLVDR: Nós não nos levamos a sério, mas a banda é séria! hahaha (só acompanhar a nossa Fan Page pra perceber!). Mas o plano é esse, seguir o caminho difícil da música no Brasil!


Qual foi o melhor e o pior show da banda? Por que?


SLVDR: Nós sempre gostamos de tocar! Em qualquer lugar, grande, pequeno, cheio ou vazio. Difícil falar qual o melhor ou o pior, teve um bem intenso e maneiro na Unicamp, porque era o primeiro evento no lugar depois de um incidente chato pra cacete. E teve um na Lapa que o nosso guitarrista tocou depois de uma cirurgia! hahaha


E depois do EP, o que é que vem?


SLVDR: Vem um discão!


Você também pode gostar

0 comentários