Black Polygons - Silence

por - 11:08

Black Polygons - Silence

Silence

Black Polygons

Independente (2014)

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Adepto do home-studio, synths antigos e alguns pedais, o Black Polygons cria texturas sonoras a partir do minimal, do experimental e até de alguns pequenos ruídos. Silence, seu mais recente disco, conta com doze faixas que não combinam nada com um dia ensolarado no parque, mas com um momento de concentração, reclusão e observação do ouvinte. A partir de pequenas notas, Cyril Rampal consegue ambientar quem escuta Silence a um outro mundo, a olhar para dentro, com foco, numa espécie de meditação e tranze, graças aos pequenos detalhes contidos em suas músicas.


A atmosfera que Cyril consegue criar em menos de 23 minutos é adorável. O momento certo para se tornar um pouco budista e começar a pensar na paz mundial ou em apenas algo do seu dia a dia, o problema que você tanto deixa pra lá, o rumo que sua vida tem tomado, entre outras coisas. Há de vangloriar o tempo do álbum, que se comparado a outros do gênero, é curtíssimo. Em Silence, Cyril consegue resumir ideias em um curto período, fazendo com que suas canções não cheguem sequer a 3 minutos de duração.


No disco, criado a partir de synths, delays, pedais e algumas notas de guitarras, o Black Polygons consegue prender a atenção do ouvinte e faze-lo apreciar o álbum tanto de uma maneira mais analítica, atento a cada ruído e a cada nota, quanto de plano de fundo para alguma ação intelectual, como a já tão falada reflexão.


Se comparado ao primeiro disco, Accalmie, de 2013, Silence pode ser considerado um pouco mais cinematográfico, criando paisagens na cabeça do ouvinte mais atento, e por que não, razoavelmente mais delicado. O segundo álbum do Black Polygons é feito para você tentar, de alguma maneira, imaginar como seria o som do silêncio, por mais complexo e confuso que seja. Vale o esforço.


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