Mente Vazia Num Ônibus Lotado: Vamos colaborar

por - 14:08

Viciado em celular


Quando o assunto é tentar ajudar as pessoas a serem melhores dentro dos transportes coletivos, eu me sinto bem. Talvez eu deva ir dar algumas palestras, com uns PPTs cheios de efeitos e sons de chicotes, palmas e etc. Esses dias embarquei numa linha aqui perto de casa e algo me chamou a atenção. Duas pessoas estavam sentadas na escada da porta. Não tinha como ninguém descer a não ser que alguém pulasse o pessoal como se estivesse numa fase do Super Mario Bros. Complicado, não?


A partir desse fato, eu comecei a lembrar de várias formas que uma galera usa para dificultar a boa convivência dentro do coletivo. O moleque que não tira a mochila das costas, a mina que tem complexo de rica, olha pra todo mundo com nojo e que abre os braços numa distância de dois metros pra segurar em duas barras longes pacas, o carinha descolado de topete-gel que passa na catraca, encosta e fica mandando mensagem no Whats App e por aí vai.


É estranho ver que por mais que tenhamos colocado dois manuais de convivência dentro dos coletivos, as pessoas ainda não sabem se comportar ali dentro. Eu entendo o transporte público como um lugar em que as pessoas mostram quem são e como agem. Pode parecer exagero, mas se alguém consegue, depois de esperar 40 minutos, deixar a senhora sair do ônibus antes de subir, dar preferência para a moça com uma criança de colo e etc., no fundo, o coração dela é bom.


Existe um outro fato curioso que tenho observado muito durante as várias baldeações que faço (muito obrigado pelo seu planejamento SPTrans). Há uma moda chata do smartphone. Eu sou particularmente contra esse lance de estar conectado 24hs por dia mas cada um faz o que bem entender. O grande problema é quando você está esperando dez minutos para girar a catraca porque encostaram ali pra ficar no Whats App, ou quando a maldita transferência Paulista/Consolação não anda porque um maluco de topete está ali, dando like em foto no Facebook.


Eu visualizo um mundo perfeito e ele nem é tão foda de acontecer, é só as pessoas passarem a se respeitar mais dentro do ônibus e/ou metrô. Todo mundo que se encaixa nas descrições que eu reclamei aí em cima achava uma bosta quando subiam os moleques com celular pendurado no pescoço e curtindo um funk. Ficavam de lado “puta que o pariu, vai se foder, mete um fone, arrombado”, e não percebem que hoje, eles são muito mais chatos que esse pessoal, afinal, eu nem me incomodo de curtir um “Plaquê de 100” enquanto o fiscal da SPTrans grita: “aqui é que nem coração de mãe, sempre cabe mais um. Vamos apertar um pouquinho aí”.

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1 comentários

  1. exagero comparar o pessoal que mexe no celular com quem ouve musica alta;

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