O Huey e o Dub Trio fecharam o A Música Muda

por - 11:06

Huey


Quando cheguei ao Sesc Pompéia a Huey já estava no palco e - obviamente - conseguia ouvi-los tocar do lado de fora. Eles fazem juz ao seu peso musical. Um grupo composto de três guitarrista, Dane El (tum tum dshh), Vina, Minoru, o baixista Vellozo e o baterista Rato. Os riffs pesados e bem executados contagiavam o público que gritava, aplaudia e em certo momento pulava, até brinquei dizendo a um amigo: "como ninguém abre um 'bate-cabeça' num som desse?". Enfim, posso dizer que a banda estava realmente feliz e empolgada com o show daquele dia. O Vina conversava com o público, agitava e em um dos momentos em que o som ficou na linha baixo-batera, ele largou a guitarra e saiu dançando pelo palco - acho que imitando uma galinha. O Huey terminou seu show bem empolgado - algo que eu não entendi o porque, mas vou falar disso no final do texto - e tiraram uma "selfie" com a banda e o público.


A galera se dispersou um pouco e eu logo fui colar no palco, assistindo a desmontagem dos equipamentos da Huey para a montagem dos da Dub Trio. Fiquei ali analisando o pedalboard, a bateria, estava curioso para ver o que estava por vir. Acho importante citar que fora a música com o Mike Pathon, "Not Alone" e descobrir depois que eles são a banda do Matisyahu, eu não tinha escutado o grupo nesse projeto.


A Dub Trio entrou em palco com uns samples de vozes rolando, a galera gritando, batendo palma e então, começou!


dubtrio


Eles "passearam" durante a apresentação, digo isso porque a banda foi de sons calmos para o peso, partindo pro dub, vinha som torto, voltavam para algo calmo, outra pancada, sempre uma surpresa. As passagens nem eram bruscas, pois, os caras conseguem fazer as quedas de melodias sem precisar dos seus acessórios - pedais ou teclados - mas, sim, na técnica, no jeito próprio deles de tocar e em uma sincronia incrível.


Olhei várias vezes para o lado e via a reação da galera, caras incrédulas e outras felizes.


Gostaria de destacar o baixista, Stu Brooks, além de ser preciso em suas notas e não deixar a ambiência morrer, controlava alguns dos efeitos da bateria, entre eles o eco da caixa, que nos momentos certos eram tocados juntos, fora o teclado e seus próprios pedais para mais efeitos ao som do baixo frequentemente. Vi DP Holmes, o guitarrista, tocar, pular e fazer magia com o seu set de pedais. Joe Tomino, o batera, destruir e agradecer ao público em inglês.



Bom, voltando a animação da Huey citada lá em cima. Eu não sei o motivo exato deles, se foi o festival ou o fato do SESC estar lotado. Mas, prefiro acreditar que eles, ao contrário de mim, sabiam o que estava para acontecer, com quem eles estavam tocando e obviamente, animados por abrir um show para uma banda como a Dub Trio.


Para aqueles que apreciam a música, eu resumiria a apresentação em: precisão e harmonia. Mas, para qualquer pessoa, eu diria "o que eu vi define, show".


Texto enviado pelo Folha Leaf, que foi quem filmou o Mouse on The Keys na apresentação da sexta-feira.

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