O Mouse on the Keys veio do Japão

por - 11:05

mouse on the keys - sesc pompeia


Na quinta-feira colei para o festival A Música Muda, tive a surpresa com o show do Macaco Bong e vi o público indo aos poucos, enquanto o Falsos Conejos fazia uma puta apresentação. No dia seguinte, era a vez do Labirinto abrir a noite para os japoneses do Mouse on The Keys e lá estava eu, munido de um bilhete único, blusa de frio e várias garrafas de água na mochila.


Começo o texto falando que eu perdi uma parte, cerca de 10 minutos, do show do Labirinto. Eu estava tentando retirar o ingresso e demorou pacas, mas lá de fora, na lateral da Choperia, a apresentação da banda parecia estar bem boa. Quando finalmente peguei o ticket, entrei no local. A última vez que vi o grupo ao vivo foi no lançamento do Anatema, isso em 2010. Quatro anos depois, pude constatar uma evolução notável em todos os membros do grupo.


Enquanto o Labirinto fazia um misto de post-rock com algo mais pesado, paisagens eram jogadas para um telão de fundo e todas elas combinavam com o som, te faziam entrar em um estado de transe. O público, que na noite anterior estava meio frio, na sexta-feira gritava, agitava e comentava que era um puta show.


Nesta apresentação do Labirinto ficou claro uma coisa para mim. Os discos do grupo são ótimos, mas ao vivo é coisa de outro mundo. Se você escutou algum álbum deles e achou que era ruim, por favor, assista a coisa ao vivo. Depois disso você tem todo o direito do mundo de não gostar, o que eu duvido muito.


labirinto - sesc pompeia


Acabado o show do Labirinto, era a vez do Mouse on The Keys, que deixou o pessoal bem inquieto e que fez com que os ingressos para a noite se esgotassem várias vezes. Eu não vi 800 pessoas lá dentro, mas alguém com um senso melhor de multidão pode confirmar isso com uma precisão maior.


Cerca de 15 ou 20 minutos depois do fim da abertura, o Mouse on The Keys subiu ao palco da Choperia. O show deles teve uma participação mais do que especial do saxofonista Thiago França (Metá Metá e MarginalS), que em um momento solo, fez o público ficar meio que de boca aberta.


Eu não tenho o que dizer do show do Mouse on The Keys. "Mas e onde está a porra da resenha então? Eu vou pro Youtube procurar, seu merda". É exatamente isso o que eu ia falar pra você fazer. Eu só posso falar que foi foda. Não é um argumento, não é nada, mas eu cheguei a arriscar a volta pra minha casa para poder curtir mais 10 minutos do show deles. Por sinal, o baterista do grupo, Akira Kawasaki, mandou um mosh bonitão, enquanto gritava "eu vim de Japon! Eu vim de Japon! Boa noite!!!". O Mouse on The Keys parecia bem feliz pela empolgação do público, que ao contrário da quinta-feira, não deixou o frio abalar esse baita espetáculo.


Não pude ficar até o fim novamente, mas gostaria de deixar vocês com estes vídeos feitos pelo Folha Leaf, que conheceu o Mouse on The Keys por causa da TerçaGringa que fizemos com eles.




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