Porquê odeio dicotomias

por - 15:13

urna-eletronica


Já mudaram a chave e o que antes era copa do mundo, que aliás foi foda pra caralho, agora é a eleição para presidência. De um lado temos um playboy viciado em cocaína e de outro uma tiazona com dentes engraçados, isso sem contar nos fulanos dos outros partidos. E este é o máximo que falarei sobre os candidatos neste escrito, já que este assunto é polêmico pelas razões mais nefastas. Das vezes que me arrisquei a falar de política, sempre me arrependi porque em dado momento sou xingado por não ter isqueiro para acender as tochas e me juntar à caçada as bruxas.


Daí talvez venha meu problema sério com dedos apontados de modo geral. Nada melhor do que alguém chegar na roda e gritar “a educação tá uma merda, culpa de fulano!” e você ter todos os argumentos possíveis para analisar a situação e talvez aí sim reclamar que fulano não fez de fato seu trabalho quando se propôs a fazer. Concordo que em alguns momentos, xingar gente que está cagando para o que você pensa até as eleições pode ser um dos meios mais práticos de se atingir a satisfação ideológica, mas pera lá, antes de escolher a qual mãe ofender, gostaria de mais recursos para entender se vale tal.


“Faça isso porque sim” funcionava perfeitamente quando minha mãe me mandava fazer algo e eu questionava a razão por ter me escolhido. Hoje em dia se você faz perguntas demais sobre política, praticamente te dão a mesma resposta. Minha mãe anula o voto pelo menos. A política partidária virou um tremendo bairrismo do caralho, diga-se de passagem. Duas patotinhas acabam ficando maiores que os interesses coletivos e aparentemente enquanto uma patotinha ganhar, tudo continuará desta forma. Infelizmente estamos fadados à política do sim e do não, vermelho ou azul, solução ou problema , da falta de argumentos e da abundância de razões vazias para tudo.


Se eu quiser protestar nas urnas, não iria votar. Acho uma pena que isso me foderia enquanto portador de um CPF, mas enfim. No dia das votações, acordarei bem cedo, direi um caloroso bom dia ax mesárix que for pegar meu título e me lembrar de que o Brasil é uma cidade pequena no interior do universo. E a Madre Tereza não sabe que o que é viver no Brasil com aquele papo de gota no oceano. De todo modo, te convido a tentar quebrar uma dicotomia dentre as várias nas quais vemos e vivenciamos. Quando lhe perguntarei se você quer ketchup ou mostarda, diga sem medo “QUERO LIBERDADE!” e corra para busca-la. Aonde? Não sei, mas tenha a certeza de que você a deseja.


chinanus3

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