A passagem é insólita e os trabalhos são carnívoros

por - 11:06

gui amabis


Gui Amabis é produtor e músico. Começou a se envolver com composições quando conheceu o compositor de trilhas Antonio Pinto, por causa do seu irmão, Rica Amabis (Instituto). De lá pra cá, gravou dois discos, Memórais Luso-Africanas e Trabalhos Carnívoros, seu álbum mais recente, de 2012.


Amabis trabalha de um modo interessante. Se o primeiro disco é repleto de aspectos históricos e laços familiares, em Trabalhos Carnívoros, o músico reflete sobre a vida. Como ele gosta de dizer, “sobre o modo de organização que as coisas acontecem na Terra”. Não apenas nós, os seres humanos, as plantas, os vegetais, os animais, completamente tudo.


Morador de um pequeno, mas aconchegante apartamento na Vila Madalena, Amabis também passa um ótimo café. Para quebrar o gelo e começar o papo, nada como uma boa bebida preta, com pouco açúcar e umas bolachinhas para diminuir aquela fome que bate no proletário depois das 18hs.


Na conversa Amabis revela sobre seu envolvimento com a música, de quando deixou de lado os empregos relacionados à sua faculdade de educação física, seus discos já lançados e o novo álbum, que deve sair em breve.


Tanto no Memórias Luso Africanas quanto no Trabalhos Carnívoros eu notei um cuidado na narrativa das letras. No Memórias Luso Africanas tem uma coisa toda ligada a sua origem, as histórias da sua avó, e no Trabalhos Carnívoros, apesar de não ter essa questão familiar, as narrativas das canções, tem um começo, meio e fim. Por que há tanta preocupação na hora de contar as histórias?


Eu me preocupo muito com letra. Sempre me interessei muito por elas, mesmo não sendo um leitor ávido de livros. Eu me interessei sempre por letra de música e por filme, roteiros, diálogos. Quando eu vou fazer uma música eu tento focar um tema e descrever esse tema da melhor maneira, mesmo que fique abstrato, mas tem um sentido nisso. Eu sei que tem música que não tem tanto essa preocupação, que não é tanto isso, é mais no arranjo que está a preocupação. Pra mim a letra é uma das coisas principais. Talvez seja porque minha mãe sempre prestou muita atenção em letras. Ela gostava muito do Chico Buarque, do Milton Nascimento, então ela sempre comentava das letras e eu ficava prestando atenção sempre nisso, desde criança. Acho que é uma característica do meu método de composição, esse apreço pelas letras e nos dois discos há essa preocupação.


No Memórias Luso Africanas é uma coisa mais “histórica”.


Todas elas eram inspiradas em questões dos meus antepassados ou no que isso refletiu no meu presente, inclusive as letras que o Criolo escreveu. A letra que o Lucas (Santtana) fez foi a menos ligada ao tema, racionalmente falando, mas no final se encaixou perfeitamente. Todas as outras letras que eu fiz, que a Tulipa gravou, que a Céu gravou, que eu gravei, eu me preocupei muito com isso. No Trabalhos Carnívoros, o disco não tem um tema definido, até por isso tem esse título, que engloba qualquer aspecto da vida humana. Fala de amor, fala de um monte de coisa. Toda a condição humana. Falar assim fica muito abstrato, tem que ouvir, ler as letras.


Você tinha falado que não é um leitor tão ávido de livros e etc e você citou filmes. Quais são os filmes que te inspiram bastante na hora de compor?


Cara, eu assisto todo tipo de filme. De Hollywood bobo até... Woody Allen, Tarantino, o Jarmusch, tem alguns caras que eu gosto muito.


No Memórias Luso Africanas, você tem um monte de participação, já no Trabalhos Carnívoros, é mais você e a banda. Por que rolou essa mudança?

No primeiro disco eu ainda não me via cantando algumas daquelas músicas. Eu já fiz elas pensando que não era pra eu cantar, com essa intenção de ter várias vozes diferentes no mesmo disco e fazer um álbum que tinha um cenário abrangente e não uma coisa de artista, que tivesse só minha voz. Quando você lança um disco com você cantando, é um trabalho muito autoral. Neste álbum eu quis fazer algo mais mestiço, com várias cores, várias imagens, várias vozes e eu não sei se eu estava querendo assumir essa posição de cantar, porque é diferente, você se expõe mais cantando. No segundo disco eu me via cantando todas as músicas e eu acabei achando que não tinha muito sentido outra pessoa cantar. No terceiro também, vai na sequência do segundo. As letras são muito pessoais, não são tão simples assim. Porque pra você cantar, precisa sentir mesmo a letra.



Você comentou do Trabalhos Carnívoros, você tinha falado que o título engloba tudo e na faixa você canta isso. Por que os trabalhos são carnívoros?


Cara, eu comecei a pensar em como a vida existe aqui no planeta, é tudo baseado nessa troca de energia pela carne e eu incluo nessa carne os vegetais. É como as coisas se organizaram aqui. Não quer dizer que se existisse vida em outros lugares ela ia se organizar assim, então, por isso eu falo “a passagem é insólita e os trabalhos são carnívoros”, o espírito é insólito, só que aqui os trabalhos são carnívoros. Eu achei que era uma música que deveria ser o título do disco, que engloba tudo. Inclui o sexo, o amor, a fome, a guerra, um monte de coisa. Inclui tudo, e não só o ser humano, os animais, os vegetais, qualquer coisa. É uma licença poética.


O que te fez querer lançar os discos? Você trabalha com trilha até hoje, começou com isso em 2002, que você conheceu o Antonio Pinto por causa do seu irmão (o Rica).


Eu comecei trabalhando com música pra imagem, então é algo muito focado em textura, harmonia, a melodia não podia nem ser muito marcante, tinha que ser uma coisa escondida. Eu comecei a querer fazer música pela música, sabe? Comecei a compor, escrever letra e quando eu vi eu tinha umas músicas e falei “pô, isso não é trilha, isso é música”, e eu conversando com a Céu, o Siba, com as pessoas que falaram “faz um disco, as músicas são bonitas... lança um disco, você vai ficar esperando que alguém grave e tal?”, e eu comecei a achar que fazia sentido. E eu não sei o porquê eu faço, racionalmente mesmo, eu não sei porque eu faço as músicas. Tem um lado que é meu trabalho, que é a produção e aí é mais racional, é onde eu ganho dinheiro, mas a música autoral, eu não sei o porquê eu faço. Acho que quase nenhum músico sabe porque faz. Acho que faz porque gosta. Por dinheiro que não é (risos).


Por que é o que a gente estava conversando, a galera pensa que você fica de boa a semana inteira, vai lá, toca no final de semana e tá rico.


Não, bicho! Eu gasto dinheiro pra tocar. Por isso eu falo que eu não sei porque eu faço, eu faço porque gosto e eu gosto de estar com amigos que estão na pesquisa musical juntos, essa troca de ideia, eu acho isso muito interessante.


Nessa de show e tal, você só conseguiu tocar em São Paulo...


Com o primeiro disco a gente foi pra Belo Horizonte, pro Rio de Janeiro, acho que foi isso. E esse segundo a gente só tocou em São Paulo, a gente não conseguiu sair ainda daqui. Porque tem essa questão, muitos lugares trabalham com bilheteria, até rola convite, mas é bilheteria, aí eu tenho que pagar passagem e hospedagem de todo mundo e eu não tenho esse dinheiro, então fica difícil sair daqui. E eu não penso na minha carreira como cantor e compositor numa carreira como investimento de dinheiro, tipo “eu vou investir dinheiro porque eu quero ganhar dinheiro com show”, entendeu? O dia que a minha música me levar pra fora daqui me pagando eu vou. Pode até ser bilheteria lá, mas que eu não pague hospedagem, passagem e etc., porque se eu não faço pra ganhar dinheiro, eu também não vou gastar dinheiro com isso, eu vou gastar o necessário pra fazer o disco.


Qual que você acha que é a maior dificuldade pra um artista independente sair da sua cidade?


Eu acho que é uma mistura de coisas. É a questão de a música autoral ser uma coisa que você não pode cobrar o ingresso muito caro. Só pra você chegar aos lugares você gasta um dinheiro. Fica difícil se você não tem uma marca, um edital, um patrocínio, ou um bom público, que eu não tenho. Eu tenho um público pequeno. Tem gente em Recife que me conhece, no Rio, em Belo Horizonte, mas é pequeno. Acho que a maior dificuldade é pagar hospedagem, passagem e alimentação de todo mundo.


Depois que você entrou nesse lance de produzir trilhas, quando conheceu o Antonio Pinto, veio o convite pra começar a produzir discos. No começo você produzia umas faixas e depois você foi chamado pra trabalhar com o Rodrigo Campos e a com a Céu. Isso acaba satisfazendo seu ego?


Cara, eu fico feliz em trabalhar sempre com músicos melhores, de conhecer cada vez mais gente, eu acho isso muito legal, de ter esse reconhecimento, porque você acaba abrindo outras portas. Eu não sei se satisfaz meu ego, porque é um trabalho dela. O que me satisfaz mesmo é fazer o meu trabalho. Eu adoro fazer produção, eu gosto mesmo, cara, não é por causa de dinheiro, eu ganho dinheiro com isso, mas não faço por dinheiro, faço porque gosto. Eu gosto de trocar ideia sobre música e ouvir depois como ficou o meu trabalho.


Então a sua satisfação está no ouvir depois?


A minha satisfação está lá, no momento. Quando eu fui produzir o Vagarosa, eu conheci o Gigante Brasil, que foi gravar lá, puta emoção. O Luiz Melodia. Aí eu vou lá e conheço o Régis (Damasceno), puta músico, Curumin, o Samuca, ai você vê que tá trabalhando com um monte de gente boa. Eu acho que não satisfaz meu ego não, satisfaz a minha vontade de fazer música, não só a minha música como a dos outros, e estar a serviço disso. Não sei o que isso vai pesar daqui dez, vinte ou trinta anos, mas agora eu me interesso em trabalhar com as pessoas.



Nos dois discos dá pra sentir um cuidado muito grande com a produção do disco. Quando você produz seu próprio disco você fica mais exigente?


Esse processo é meio parecido. Não faz muita diferença pra mim. É meio igual. Tem uma coisa assim: no meu disco eu quero gostar de tudo, quando o disco é de outra pessoa, tem algumas coisas que eu não gosto mas a pessoa gosta muito, mas a dedicação é a mesma. O disco de uma pessoa, você é contratado para captar aquela imagem sonora que aquela pessoa tá te falando ali e você através dos músicos que você vai escolher, do lugar que você vai escolher pra gravar, como você vai gravar, as músicas que vai gravar, você trazer isso e às vezes a pessoa gosta de uma coisa que você pessoalmente não é tão apaixonado, mas faz, tenta fazer da melhor maneira possível.


Já rolou isso?


Ja, já, é normal. É aquilo, no meu disco não entraria (risos). Mas eu sempre acabo gostando, quando eu não gosto eu falo. Tento fazer de outro jeito, mas no meu disco eu tento só colocar o que eu gosto muito. É impossível duas pessoas gostarem da mesma coisa. Nós dois aqui. Eu vou gostar de coisa que você não gosta e você vai gostar de coisa que eu não gosto.


Quando você resolveu que queria ser músico?


Quando eu resolvi eu tinha uns 20 anos e eu nem tinha estudado música ainda, eu tocava violão meio assim, gostava de cantar e eu fazia Educação Física, dava aula de natação, eu estava indo pra outro caminho. Meu irmão já estava na música, ele era engenheiro de som, sampleando, já trabalhando com trilha e eu só observando, na minha, ia fazendo as minhas coisas e fui começando a ouvir cada vez mais música, a gostar mais de música. Aí eu me inscrevi numa escola de música e eu me apaixonei e falei “eu quero fazer música”. Aí eu fui estudar, fui seguir e conseguir viver profissionalmente de música.


Quanto tempo demorou pra você viver profissionalmente de música?


Desde que eu comecei a estudar, estudar mesmo né? (risos). Uns seis, sete anos, estudando.


E enquanto isso?


Eu dava aula de natação, trabalhava em bar, eu fiz uma pá de coisa. Aí quando eu consegui esse primeiro trabalho com o Antonio Pinto, foi meu primeiro trabalho como músico. Antes eu tinha tocado na noite, ganhado um pouco, muito pouco.


Você comentou do seu irmão, o Rica Amabis, ele é do Instituto, produziu vários discos...


Ele participou de muitos discos. Nação Zumbi, Otto, um monte de gente ele participou.


Então, ele foi uma inspiração pra você?


Foi um pouco, eu acabo misturando o que eu aprendi na escola de música com o que eu vi ele fazendo, de produção, edição, ele trabalhava com recorte, colagem e essa parte eu aprendi com ele, basicamente. Depois quando fui fazendo, eu mesmo fui pesquisando coisas. Hoje em dia a gente trabalha um pouco diferente, mas ele foi sim muito inspirador e muito incentivador pra mim.


Então tem aquela influencia do irmão...


Irmão mais velho! Tem, tem. Eu me sinto muito influenciado por ele e muito incentivado por ele. E a gente trabalha juntos até hoje, estamos fazendo uma trilha pra HBO. Eu, ele e o Tejo Damasceno, do Instituto.


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Em entrevista pra Veja você disse que estava bem mais empolgado em lançar o Trabalhos Carnívoros em vinil do que em CD. Por quê?


Eu acho CD ruim, eu acho uma mídia ruim, é importante e tal, mas eu acho que é uma mídia que não é muito boa. Ela dura pouco, é muito sensível, acaba ficando minúscula, então você limita o seu espaço para você visualmente representar o que é a música. Hoje em dia as pessoas não compram mais CDs, elas baixam o disco. Eu acho a mídia do vinil muito boa, eu gosto bastante. O vinil se você cuidar dele, ele dura mais que uma vida. Se você cuidar dele mesmo, deixar ele limpinho, num lugar seco, posicionado do jeito certo, ele dura 100 anos. Se você ouvir muito ele vai gastando, mas você tem que ouvir muito mesmo. Quando eu era pequeno só tinha vinil, então pra mim foi uma coisa muito legal. Eu tô pensando em no próximo só lançar vinil, nem lançar CD. Só vinil e download. E CD não vende muito, acaba dando prejuízo, você acaba mais dando do que vendendo.


E download você é totalmente a favor?


O primeiro disco ficou com download gratuito por dois anos e o Trabalhos Carnívoros por seis meses.


Por que você tirou?


Porque eu vou lançar o disco fora do Brasil e ele pediu. E eu tentei um jeito pelo meu site pra tentar limitar o download do meu site só para o Brasil, e o programador não conseguiu ainda, então eu tirei. Depois eu vou liberar aqui. Porque lá fora se o artista deixa as pessoas baixam, e lá eles compram, a venda digital acontece, e se o artista tá dando o disco eles baixam, porque é legal. Eles não baixam porque é ilegal.


Lá fora rola essa preocupação...


Legalmente eles baixam, quando tá free download eles baixam, mas quando é pirata é difícil, até tem, mas aqui é mais. Eu tenho uma opinião meio dúbia sobre isso, eu acho que pode copiar porque eu copiava k7 dos meus amigos, acho que a música tem que ir mesmo pro ouvinte, mas ao mesmo tempo a gente gasta dinheiro pra fazer o disco, comprar instrumentos e equipamento, eu sou da opinião que tem muita gente que pode pagar e não paga. Eu deixei pra baixar e baixaram.


Acho que isso deve ter ajudado bastante o seu trabalho.


Muita gente conheceu meu disco porque eu dei ele de graça, se tivesse que pagar... muita gente não tem cartão de crédito, não confia na internet pra colocar os dados. Mas tomara que mude. Eu acho legal vender música, creio que não vai mudar, acho que a música tá indo no caminho pra ser de graça, principalmente a independente, e as pessoas cobrarem pra show, conseguirem edital e por aí.


Você comentou sobre a limitação do espaço do CD para fazer a arte, e as duas capas são interessantes. Quem fez?


O primeiro disco é uma foto minha, do meu arquivo, que é uma foto do meu pai, da época de escola dele e aí eu tinha essa foto e tinha umas coisas e o Renan Costa Lima que pegou tudo isso e fez, o do Memórias Luso Africanas. No Trabalhos Carnívoros foi o Rafael Grampá que fez toda a concepção e a arte, e o Renan só fez a diagramação pra gráfica. E são bem diferentes também.


Tem um conceito específico?


O primeiro era uma homenagem aos meus antepassados, então fazia sentido colocar uma foto do meu pai. Não aparece o rosto dele, mas é uma foto antiga, que queimou e aí salvei, meio bizarro (risos). O Trabalhos Carnívoros foi porque eu conheci o Grampá, a gente tava convivendo muito um tempo, e eu sou fã do trabalho dele, acho que ele tem um talento absurdo, e a gente sempre tinha falado “vamos fazer alguma coisa juntos”. Quando veio esse título, eu falei “vai ter que ser com o Grampá”, aí eu falei com ele e deu certo. Eu acho o trabalho incrível, acho que ele captou muito bem o conceito, a ideia do disco.


E você comendo peixe atrás?


Foi ideia dele. O bicho é cabeção.


Não teve dedo seu?


Foi por causa da capa, tem uns peixes ali na capa (risos). Ele falou, “vamos fazer você com um peixe na boca, um resultado da capa”, então ali sou eu (risos).



Voltando ao Trabalhos Carnívoros, as letras são fortes, a poesia é delicada e forte. Na faixa que chama “Menino Horrível”. Quem é esse “Menino Horrível”?


A música é do Régis. A letra é minha. Eu já tinha essa letra pronta e um pouco da música, ela era diferente, aí o Régis já chegou com essa música e tocou, só a música. Aí eu falei “cara, eu acho que tenho uma letra que vai caber nessa música”. No caso, sou eu. Pode ser outra pessoa, mas aí sou eu. Todo mundo é um pouco horrível às vezes, se você não for, vai ficar doente.


Desse próximo disco, o que você pode adiantar? O Trabalhos Carnívoros tem essa coisa da forma de organização no Planeta, tanto do “Menino Horrível”, quanto “Trabalhos Carnívoros”, o Memórias Luso Africanas vai pro lado do seu antepassado.


Esse novo disco vai ser meio que uma continuação do Trabalhos Carnívoros. A banda vai ser a mesma, a sonoridade vai ser a mesma. Eu sinto que ele tá um pouco mais, as harmonias, as melodias um pouco mais trabalhadas do que o segundo, acho que desenvolvemos um pouco mais essa parte. No Trabalhos as harmonias são muito simples, até se repetem um pouco. Vai ser na mesma linha e a mesma temática, as poesias são da mesma temática que o segundo disco. O álbum se chama Ruivo em Sangue, que já tem a música. E já tem várias músicas minhas e do Régis juntos, então essa parceria ficou muito mais forte.


Você trabalha com trilhas que é o que te dá grana e quais são as influências das suas trilhas nas suas músicas?


Foi a partir daí que eu comecei a compor, quando eu tô compondo eu já vou pensando muito no arranjo, como vai ficar, qual a instrumentação, isso aí influencia um pouco na melodia e até nas letras. Acho que esse trabalho me fez desenvolver muito a convivência dentro de estúdio, saber como conseguir as coisas dentro do estúdio, em relação humana mesmo, saber o que tem que ser falado em cada hora, a gente aprende. Fazendo bobagem dentro de estúdio, a gente aprende.


Quais as influências para o seu trabalho como Gui Amabis?


Eu ouço muita música antiga, orquestra antiga de todos os tipos, de música clássica até de baile, eu gosto muito de um compositor turco que se chama Erkin Koray, eu gosto muito. Bob Marley me influenciou muito quando eu comecei a fazer música, muito, mas muito mesmo, eu acho que foi uma coisa que me inspirou a fazer música, quando eu ouvi Bob Marley e vi as letras deles foi uma coisa muito forte pra mim. Ella Fitzgerald eu acho foda, acho incrível o som. Ouvi um pouco de jazz durante um tempo, escutei bastante o Kind of Blues do Miles Davis, Led Zepelin eu ouvi bastante, Beatles, acho que é isso, Jimi Hendrix. O que me influencia acho que são as coisas que eu ouvi durante minha formação musical, que são essas. Algumas coisas do Baden Powell, do Chico Buarque.

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