Anderson Foca fala do Festival DoSol 2014

por - 14:08

Cidades

Eu já disse isso outras vezes, mas vou repetir. O Festival DoSol é um dos, se não o mais legal do Brasil! O centro histórico de Natal se transforma. É gente entrando e saindo de todos os locais de shows durante toda a maratona. Em sua 11ª edição, me cansa só de olhar a quantidade de bandas envolvidas nos três dias principais da festa na capital potiguar. Entre 7 e 9 de novembro, mais de 60 grupos e artistas de diversos picos do Brasil e do mundo passarão pelos três palcos na Ribeira.

Entre nossos destaques, as locais Mahmed, Son Of a Witch, Agregados Família do Rap, Zurdo, Velociraptors, Camarones Orquestra Guitarristica, Mista Priguissa, entre outros, porque eu cansei e não falamos nem metade das bandas potiguares que tocarão no evento (vocês vão poder conhecer todos os sons no tradicional post que sairá no Fuga Underground). Segundo Anderson Foca, produtor do DoSol, isto reflete o bom momento do Rio Grande do Norte na música. Além dos shows da capital, o festival este ano acontece em mais quatro cidades do interior do estado (Mossoró, Santa Cruz, Currais Novos e Caicó) até o dia 23 de novembro, e os planos são expandir ainda mais o evento dentro do estado. Veja toda programação aqui.

Outros nomes de destaques que irão aparecer pelo Rio Grande do Norte, passam por Pitty, Céu, Rapadura Xique-Chico, Bulet Bane, Nervochaos, The Baggios, e mais um monte de grupos do cenário independente nacional. Os uruguaios do Circo de Pulgas trazem um rock instrumental bacana pra mistura sonora. Os alemães da Samavayo prometem mantes o stoner rock em alta, pelo menos enquanto não estiverem passando mal com o calorão da cidade DoSol (aguardo os comentários dos amigos do O Inimigo)! Se pudesse, passaria um mês passeando pelo interior do estado e curtindo os diversos shows, que serão gratuitos no interior, enquanto que em Natal o público poderá acompanhar a maratona pela bagatela de R$ 5,00.

Aproveitando a divulgação de mais uma edição do festival, batemos um papo com o Anderson, tentando saber o que mudou e quais os planos para este ano e o futuro.

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Normalmente, em outros festivais de vários estados do Brasil, o evento concentra forças acontecendo em apenas uma cidade em datas definidas. Isso atrai as pessoas de outros picos para capital e lota o evento. Eu queria saber por que no DoSol e no Rio Grande do Norte, vocês pensam diferente?

Escolhemos ter uma capacidade de público que nos permiti trabalhar com o público de Natal e ter bons resultados todos os anos, nunca faltou público em nenhuma edição do Dosol, até porque recebemos de 3.000 a 5.000 pessoas por dia numa rotatividade. Concentração de informação não é legal em nenhum aspecto e quantos mais a gente puder espalhar esse flow da música nova o faremos. Ir pro interior também é replicar uma formação de público que temos feito na capital há 13 anos desde que o Dosol apareceu como selo, então nos parece parte do que já fazemos e do que nascemos para fazer.

Onde houver alguma produção de música autoral interessante e espaços e produtores bacanas que possam nos receber teremos interesse em ir. Ano que vem o plano é expandir pelo menos mais uma cidade, que é Parnamirim, aqui na grande Natal.

Acredito que a principal novidade é a inclusão da Tim como patrocinadora. Antigamente a Tim tinha um festival, mas resolveu que não patrocinaria mais a música, como vocês conseguiram isso?

A Tim tem uma plataforma de música, o Tim Music, e estava sem atuar nas leis de incentivo locais há um tempo. Fomos consultados por eles, apresentamos nosso plano de gestão do festival e do Circuito Cultural ribeira e eles acharam interessante nossa plataforma. Ficamos muito felizes com isso, é uma grande empresa, com grande inserção em vários setores da cultura e do entretenimento e mostrou que quer um relacionamento duradouro com nossas ações. A Petrobras e a Ray-Ban são nossos patrocinadores mais antigos, isso mostra que o festival vem tendo um bom desempenho para quem frequenta, para quem toca e para quem patrocina.

Na inclusão do novo palco (que já aconteceu em outros anos), como será o processo de seleção das bandas para tocar nos pockets shows?

Nos pockets faremos uma inscrição a parte, logo depois de lançarmos o lineup oficial. Tanto bandas que estão tocando quanto as que não estão no lineup vão poder participar, serão 10 shows dentro do Estúdio TIM com gravação de áudio e video multipista desse conteúdo.

Neste ano, teremos as pills do DoSol em outros estados? Se sim, em quais e com que atrações?

Recife, Mossoró, Parnamirim e Natal receberão esses side shows com as bandas gringas que virão e alguns artistas de longe que podem ficar na rota. Anunciamos essa programação extra mais a frente também.

Todos os anos o festival tem muitas bandas do Rio Grande do Norte no cast, mas neste ano parece ter ainda mais. É impressão minha ou isto foi de caso pensado?

A cena de Natal está muito forte, muito sólida e o festival vai refletindo isso, até a inclusão de um palco a mais se deu por essa demanda que temos que cumprir. Nem nos meus sonhos mais distantes achei que conseguiríamos criar esse "flow" de uma maneira tão sólida como agora e o mais interessante é que não são governos nem nada disso, são as pessoas, os artistas que são responsáveis por isso. O momento é bom e o festival reflete o momento da cidade sempre!

Depois do DoSol, ainda em 2014, vocês pretendem fazer um festival instrumental. Eu queria saber a quantas anda isso e quais as atrações confirmadas?

Não temos atrações confirmadas ainda porque estamos dedicados a fechar tudo do Festival Dosol. O Natal Instrumental nada mais é que a continuação do Festival Dosol - Música Contemporânea que a gente chegou a fazer por três anos. Desde o ano passado resolvemso fazer uma mostra a parte e foi demais, ótima receptividade e ótimos shows. Esse ano teremos condição de convidar alguns artistas de outras cidades e continuar escalando a galera local com força. Acho que a tendência é crescer muito essa mostra com o passar dos anos, apostamos nisso!

Eu queria saber por que condensar todas as ações grandes em Natal no segundo semestre. Existe uma justificativa?

Muitas dessas ações dependem de lei de incentivo e termina que todos os produtores locais, não só a gente, ficam presos ao calendário dessas leis que via de regra demoram muito para dar resultado, emitir títulos e liberar os produtores para fazer suas atividades, termina que no primeiro semestre quase ninguém consegue fazer isso a tempo, ficando o segundo semestre como quase todas as atividades culturais (não só nossas como de todos os produtores da cidade).

Pra fechar Foca, espaço aberto pra reclamar, elogiar, ou simplesmente xingar alguma coisa!

Esperamos vocês aqui em novembro, tragam uma roupa confortável e um tênis velho porque o rojão de shows vai ser enorme!

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