O lado cancioneiro dos irmãos Cappi

por - 12:10

IMG_0311
Na tarde do último sábado, o MDM Duo se apresentou no Recife, dentro do projeto “Ouvindo e Fazendo Música” do Museu do Estado de Pernambuco (MEPE). O MDM nasceu como um projeto do músico Mário Cappi em 2010 (baixe o disco), que apresentava canções com estilos diferentes ao de sua banda (Hurtmold), incluindo inclusive vocal. No início, tudo era gravado por Marinho, mas ao vivo, tinha o formato de quarteto, com as presenças de Richard Ribeiro (bateria), Fernando Cappi (guitarra) e André Calvente (baixo).

Anos depois, o projeto retorna num novo formato de dupla, em que Marinho e Fernando Cappi (Chankas), interagem entre suas guitarras, alternando momentos com a presença de samples e sintetizadores. De acordo com Mário, "o formato mais reduzido e simples viabiliza um maior número de shows do projeto, inclusive fora de São Paulo". Porém, a ideia inicial do projeto continua sendo a mesma proposta neste novo formato.

O lado canção dos integrantes aparece em todos os momentos: nos vocais duplicados ou alternados, nas guitarras mais cruas ou em um violão. Entretanto, é claro que o experimentalismo estava ali, afinal, estamos falando de dois nomes que integram o Hurtmold (entre outros projetos de música experimental).

Sempre bom lembrar que também em 2010, o Fernando Cappi lançou seu projeto solo, sob o nome de Chankas (baixe o disco), remetendo a música canção do interior paulista no século passado, a origem da música sertaneja. No Chankas, isso é ainda mais forte, já que a presença do violão é bem mais constante.

No show de sábado, ficou claro pra mim que esse é o caminho mais correto a ser seguido pelo projeto. Pena ter sido num mês tão estranho para shows por aqui como dezembro, ainda mais em um final de semana prolongado pelo feriado, que acabou fazendo com que pouca gente visse a bela apresentação da dupla.

Aproveitei a apresentação e fiz três registros de três músicas inéditas da MDM com o meu celular velho e compartilho aqui com vocês. O primeiro deles é da bela canção “Sempre acontecem”, com uma ótima letra. O segundo é da faixa “Eu Sei” e o terceiro é de uma faixa 100% instrumental e ainda sem nome, que vai mais na onda do Hurtmold. Eu sugeri chama-la de “Loops & Guitarras”, mas isso é escolha dos caras.

Segundo Mário, tudo indica que no ano que vem um novo disco com este formato saia para apreciação de todos. Aguardemos mais essa boa nova de 2015, mas por enquanto, vejam os vídeos com atenção, sacando os detalhes das letras e as estranhezas melódicas.



Você também pode gostar

0 comentários