Assista "Carlos José", estreia solo do Jonathan Tadeu

por - 11:05

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O Jonathan Tadeu é um músico de Belo Horizonte que você já deve conhecer pelo trabalho dele no Quase Coadjuvante, participações com o Lupe de Lupe ou as aparições nas mixtapes do Vitor Brauer. Essa terça-feira (24) marca o nascimento do projeto solo do mineiro. Sem pseudônimos, o músico leva seu nome de batismo para o disco, que segundo ele, será bem intimista. Como botamos fé em tudo o que a Geração Perdida produz, conversamos com o Jonathan para saber mais sobre Carlos José, o clipe que marca a estreia dessa etapa na vida dele. Assista abaixo e leia a entrevista.


Como é que foi o processo de compor e preparar esse disco?

Eu gravei o CD em cinco dias. Criei tudo meio que num período de um mês e meio, sabe? Tinha o Quase ainda; e começaram a aparecer essas músicas, meio minimalistas, de um mesmo tema... num período em que perdi um amigo meu de infância e eu tava meio mal... e cheguei em casa e fiz uma música que saiu muito diferente, e dentro do mesmo conceito, foram nascendo as outras. Do conceito de falar sobre infância, sobre morte, saudade das coisas, distância e família, sempre remetendo ao passado.

Essas músicas eram tão pessoais, que eu sabia que não ia rolar de levar elas pra outro projeto. Essa música do vídeo por exemplo, é sobre o meu pai, e só tem uma guitarra; não ia rolar de colocar outros instrumentos, e aí eu decidi que era melhor fazer sozinho mesmo.

Você gravou o disco tem pouco tempo? Ele foi gravado e produzido pelo Vitor (Brauer, Lupe de Lupe) né?

É, eu terminei de preencher esse bloco de músicas em novembro, e aí em janeiro a gente foi pra casa do Vitor em Valadares e gravamos lá. Eu comprei uma plaquinha de aúdio, daquelas de dois canais, sabe? E começamos a gravar. E aí foi muito legal, porque todo mundo vai pra casa do Vitor e o clima lá é muito família; foram duas semanas que eu fiquei lá, e a gente muito tranquilo. A gente acordava duas da tarde, almoçava, o Vitor jogava DOTA, eu ficava vendo uns vídeos na internet, e de noite a gente começava a conversar sobre os conceitos. A gente gravava até às dez da noite, e aí de madrugada eu ficava jogando videogame, tentando zerar Bomberman, e dormíamos lá pras cinco, seis da madrugada. Era muito nostálgico cara.

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E o disco vai ter quantas músicas?

Vão ser 11 músicas. O Vitor produziu tudo, e eu tô mixando com o Bones, da Aldan. A gente gravou tudo com um microfone. O lance é que é difícil taggear o disco. Tem músicas meio rock, outras experimentais, umas sadcore, e outras bem esquisitas mesmo. Eu jurava que quando fizesse um trabalho solo ia ser uma coisa meio emo, meio indie 90’s, mas eu acho que o primeiro disco é assim mesmo, né? Uma mistureba, você não tem um estilo ainda e vomita muita coisa.

E você tá afim de continuar com esse projeto, né? Cê me disse que era o trampo da sua vida.

É... eu acho que ninguém entendeu ainda o que é isso. O pessoal deve estar achando que é um projetinho alternativo. Banda, as pessoas levam mais a sério, e quando é você sozinho, com o seu nome, as pessoas acham que é um projeto alternativo... Mas não é, é uma banda também; só que é uma banda que não vai acabar.

Foi o que me deixou com mais medo. Eu tô mais de boa agora, mas acho que quando o disco sair, vou ficar do mesmo jeito. Quando cê tem uma banda, você se esconde atrás do nome dela. Se alguém falar mal, a pessoa tá falando mal da banda. Mas quando é seu nome, tudo que ela falar sobre seu som, ela tá falando diretamente sobre você.

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