O peixe nem tão morto assim

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dead fish


Quem curtiu uma boa e carregada adolescência entre o final dos anos 90 e início do novo século, lembra muito bem dessa banda, seja pelos clipes na programação da MTV ou pelos vizinhos reclamando da barulheira ensurdecedora vindo da casa ao lado. Tudo culpa do Dead Fish, grupo de hardcore brasileiro que ganhou uma legião de fãs no Brasil inteiro em 2004, após lançar o aclamado disco Zero e Um.


Na estrada desde 1991 e trazendo na mala um discurso progressista, uma porrada barulho e um tanto de histórias para contar, os caras, que têm Dead Kennedys, Ramones e Bad Religion como algumas de suas influências, começou como uma brincadeira de cinco amigos que não tinham instrumentos, não sabiam tocar e aprenderam tudo na tora, dando a cara a tapa. Alguns anos depois e com várias mudanças de integrantes nas costas, o Dead Fish mostrou para que veio quando bateu a marca de mais de 10 mil cópias vendidas do seu primeiro CD de estúdio, o Sirva-se - fato bem incomum para bandas independentes, na época.


Atualmente, após outras várias mudanças, o Dead Fish continua provando a sua energia. Mais de 20 anos na estrada e uma força digna de louvor só provam que o sucesso continua ao lado de Rodrigo, Alyand, Marcos e Rick. Mesmo passando por trancos e barrancos, a banda continua tendo o apoio insuperável dos fãs e mostra isso no seu novo álbum, entitulado Vitória (bem sugestivo, por sinal), que nasce cinco anos depois do lançamento do seu último disco, o Contra Todos e que leva o Dead Fish de volta às origens independentes. Vitória ganhou vida graças à incrível arrecadação de quase 200 mil reais viabilizado por um projeto no Catarse, comunidade de financiamento coletivo, e é o primeiro álbum do Dead Fish com a formação atual.


Altos e baixos são inevitáveis, mas passar por cada um deles de cabeça erguida e com uma força monumental não é para qualquer um. Vida longa ao Peixe Morto.



Texto por Marianna de Vasconcelos Lucena

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