#TerçaGringa: o indie rock dos austríacos da Jay Bano

por - 14:16

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Recentemente estive na Áustria para o show do Steven Wilson (vocês podem conferir o review do álbum dele aqui) e tive a chance de conhecer também uma banda local chamada Jay Bano, que aos primeiros acordes e introduções já me cativou bastante. Falando com o pessoal do Altnewspaper, eles sugeriram uma #terçagringa sobre o grupo, que acabou virando uma entrevista.

A Jay Bano tem um estilo indie pop com muitas influencias bacanas e um EP chamado RELATION (baixe aqui), de 2013. O som do registro é bem solido e eles não iriam liberar na íntegra se eu não enchesse tanto o saco para divulgarem aqui, então vale a pena escutar com carinho. A capa é bem interessante pois é uma edição em que juntam todos os membros da banda em um único rosto. O grupo é composto por: Martin Dapoz (Vocais), Christoph Kuntner (Guitarra), Christian Hauser (Guitarra), Fabian Möltner (Baixo) e Lukas Sprenger (Baterias). Enfim, leia a entrevista abaixo.

De onde vocês são?

Jay Bano: Somos de Landeck, uma pequena cidade no oeste da Austria, na região do Tyrol

Como a banda se formou?

JB: Começamos como uma banda cover, mas sempre tivemos vontade e ímpeto de escrever nossas próprias musicas. Christian tocava em uma banda cover do Red Hot, e o vimos tocar e fizemos o convite para se juntar à algumas Jams sessions, e a química foi perfeita desde o começo.

Como é o cenário e as oportunidades para novas bandas e principalmente bandas de prog rock na Austria?

JB: As oportunidades e o cenário em si são bem pequenos, claro que em outras cidade maiores existem mais oportunidades, mas essa é a cidade que vivemos e aqui achar um ambiente apropriado para se apresentar é bem difícil, e você tem que ser bem sortudo.

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Como é o processo de composição de vocês e como este EP ganhou forma?

JB: Todas as músicas do EP foram compostas alguns meses antes das gravações sempre em Jam Sessions, e assim é como costumamos escrever nossas musicas. O EP em si fluiu muito espontaneamente e quando gravamos (há dois anos) não tínhamos nem ideia se ia realmente funcionar direito, aí depois que ouvimos o resultado ficamos bem confortáveis com o caminho que se seguiu.

Gravamos durante três dias e adicionamos algumas músicas que escrevemos uma semana antes das gravações, então todo o processo foi um pouco cru mas bem satisfatório, (como exemplo "Song To Hope"). Ao olhar para ele podemos dizer que foi uma experiência boa, e podemos dizer que este EP hoje é um resumo do que nós éramos dois anos atrás, a banda evoluiu bastante desde então.

Quais foram as suas influências para este EP e quais as outras influências que vocês têm?

JB: Quando nós nos juntamos Christian tocava numa banda cover do Red Hot, então acho que dá pra perceber que escutamos muita coisa no estilo, mas a Jay Bano é bem eclética. Fabian é um groovista, e não há como negar influência de artistas como Michael Jackson, puxando para um lado mais pop de escrever também. Lukas adora TOTO e Guns 'n Roses, Christoph é um blues man, e sua maior influência é Steve Ray Vaughan e Ray Charles, enquanto Martin que também é o compositor das letras também se inspira nos bons compositores modernos como Gregory Alan Isakov e Kings of Convenience. E já que todos nós estudamos jazz na universidade não há como negar a influências mais complexa desse gênero no nosso trabalho, e vocês podem escutar melhor todas essas influências no nosso próximo trabalho que está para sair em breve.

Fale um pouco sobre o festival “Local Heros Contest”, e como foi essa experiência para vocês? (Pelo que eu soube vocês ficaram entre os finalistas do torneio, e este EP ainda conta com uma faixa ao vivo extraída de lá!)

JB: O torneio foi uma ideia sensacional! Abre muita oportunidade para bandas novas se apresentarem em ótimas casas de show e para plateias grandes, dependendo do quão longe você vai no torneio. Nós aprendemos muito durante o preparo, e pudemos conhecer outros músicos que no final das contas viraram nossos amigos, e ja compartilhamos bons shows juntos. Nós conseguimos chegar à etapa final e ficamos em oitavo lugar dentro de 400 bandas inscritas, o que para nós foi uma vitória, e aos finalistas era dada a oportunidade de gravar uma música ao vivo. Escolhemos a faixa "Hormones" basicamente pela sua dinâmica.


Existem planos para o futuro?

JB: No momento estamos nos preparando para fazer uma tour pela Áustria inteira, estamos bem ansiosos para isso acontecer pois será nossa primeira tour, e também temos material para gravar um novo disco, o qual faremos em breve! Pois será nosso primeiro álbum.

Vocês podem também apontar algumas faixas boas de artistas austríacos que vocês gostariam de compartilhar com o público brasileiro?

JB:  Aqui na Áustria, provavelmente o maior artista local é a banda Mother’s Cake, eles realmente abriram as portas para dar suporte para outras bandas boas como Anathema e California Breed. Também tem a MILK+ de Vienna (capital da Áustria), o seu álbum Band On Fire foi recentemente produzido por Ikey Owens (ex Mars Volta), também podemos apontar IDENTIKIT e o duo 2seedsleft, essas bandas são muito boas, e valem à pena serem pesquisadas!

Texto e entrevista por Guilherme Bianchi Braga Nery.

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1 comentários

  1. Guilhere Bianchi5 de maio de 2015 14:28

    Awesome !!!! Um abraço pra galera do ALTNEWSPAPER !!

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