Hominis Patternum #3: Téo e as gatas

por - 13:00

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Umas das maiores preocupações durante boa parte do processo de gravidez (falei dele aqui) era o que nós iriamos fazer com nossas filhas gatas. Como se existisse alguma coisa a ser feita, já que elas são e se acham tão donas da casa quanto nós. O discurso, quase sempre o mesmo. “Gatos são sujos, transmitem doenças como a toxoplasmose, o bebê não vai ter imunidade e vai acabar doente”. Completamente errôneo! “Os gatos correm feito loucos pela casa, tem garras afiadas e vão acabar machucando Téo”. Parcialmente errado.

Temos duas filhas felinas. A primogênita Fiona foi criada como filha única desde seu primeiro mês de vida até ter mais de 1 ano, e por conta disso se acha dona de tudo e é cheia dos direitos. Quer dormir onde tem vontade, ter sempre as melhores rações e age praticamente como um ser humano. Foi criada na casa dos vizinhos, sendo paparicada a maior parte do tempo e sempre muito amada e reciproca a carinhos. A caçula Luna, que fez um ano recentemente, vive com a gente a quase isso. Foi criada como um gato, quando chegou assustou muito Fiona. Hoje ela é praticamente a filha que Fiona nunca teve. Luna come qualquer tipo de ração e teve pouco contato com humanos além de nossa família.

Ainda na barriga da mãe Téo interagia principalmente com Fiona aos chutes. Após o parto, quando adentramos a casa com o novo membro, Fiona se aproximou, cheirou a cabeça de Téo um tempo e deu aquele “sorriso” de reconhecimento do cheiro que vários gatos fazem. Já Luna se manteve distante, principalmente quando Téo estava acordado, mesmo com toda a curiosidade que um gato pode ter. O primeiro mês foi todo de curiosidade e sustos. Mas imaginem a situação, vocês duas são os xodós da casa por um bom tempo, ganhando toda a atenção possível e de repente um ser toma boa parte de nosso tempo e atenção apenas para si? Qualquer ser vivo reagiria a isso.

Fiona, que desenvolveu o instinto materno com Luna, sempre fica por perto quando Téo dorme e ao sinal de qualquer movimento, ela também se movimenta. Quando ocorre algum resmungo ou choro, ela sempre vai em minha direção ou na direção da mãe, tal qual pedindo uma ajuda ou avisando que alguma coisa está acontecendo. Já Luna, cada vez mais tem tentado interagir para brincar com Téo. Seja tentando fazer massagem nele, ou tentando pegar alguma parte do corpo dele com as patas, mas ela parece ter aprendido até onde pode ir.

Ter gatos com um bebê em casa nem sempre é um mar de flores e pode ser bem estressante. As duas tem hábitos noturnos, o melhor horário para brincadeiras de correr e pular e sempre querem que nós brinquemos com elas. Ou seja, acabam fazendo isso em nosso quarto, na nossa cama e perto de Téo. O perigo consiste sim em algum arranhão mesmo que sem querer e também no barulho que as gatas fazem exatamente no período em que Téo mais dorme. Ambos os perigos já aconteceram e Téo vive muito bem com isso.

Porém, tudo tem um lado positivo e a convivência de Téo com as gatas é a mais amena e amigável possível. Acho que foi um mês atrás que ele percebeu realmente a presença delas perambulando pela casa e ao redor dele numa boa. Hoje em dia, fica vidrado vendo o movimento delas e acompanhando como pode para onde as gatas estão indo. Fiona já interage carinhosamente para com ele, como era de se esperar. Cada vez mais, aguardo ansioso o engatinhar de Téo, tentando seguir as irmãs felinas para onde elas forem.

Lógico que com toda a supervisão possível. Afinal de contas, crianças juntas só pode ser sinal de bagunça!

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2 comentários

  1. Que texto mais lindo, fiquei encantada, com Téo e as felinas!

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  2. Essas gatas dominavam tudo! Agora o rei da casa é o Téo... kkk O bom que se dão super bem...Téo é um amor!!! Vai crescer amando os animais e convivendo bem com eles.

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