Epílogo: Janela de Cinema 2015

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A Janela Internacional de Cinema do Recife chega ao fim de sua oitava edição com 10 dias de pura sinergia em torno das três salas contempladas em 118 sessões, numa soma de cerca de 20 mil espectadores, recorde do festival. Para os espectadores em tentativa incansável de conciliar todas as projeções, apenas um DeLorean ou um vira-tempo o tornaria possível. Haha! Essa colisão constante de filmes longos, clássicos, curtos, novos e de arquivo são acolhidos intimamente pelo público num delicioso processo de triagem individual.

Organizado pela CinemaScópio Produções Cinematográficas e Artísticas, o Janela realizou no último domingo, dia de encerramento desta edição, a cerimônia de premiação. Na competição de longas, o prêmio principal foi para Futuro Junho, de Maria Augusta Ramos. O filme também levou menção honrosa do Janela Crítica, além do prêmio de melhor longa pela Associação dos Blogs de Cinema de Pernambuco (ABC/PE).

Os vencedores dos melhores curtas internacional e nacional foram o australiano Caravan, de Keiran Watson-Bonnice e Lembranças de Mayo, de Flávio C. von Sperling. Já na categoria som, venceu Mate-me Por Favor, da diretora carioca Anita Rocha da Silveira. As atividades referentes às oficinas do “Aulas de Cinema do Janela”, incentivadas pela Petrobras, ainda estão acontecendo no Portomídia, Bairro do Recife, e contemplam cerca de 35 alunos, entre cursos gratuitos e pagos.

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A última sessão transmitida este ano pelo Janela foi a de Luzes da Cidade, clássico estrelado, escrito e dirigido por Charlie Chaplin, que também compôs toda a trilha orquestrada do longa-metragem. Além da genialidade evidente, um dos grandes inconformistas do cinema, cujo mote era a liberdade artística completa, sofreu durante anos nas mãos da indústria hollywoodiana. A simbologia presente na escolha desta obra para encerramento do Festival está nas críticas ao sistema, nas desigualdades e outros diversos problemas sociais que o Janela luta incessantemente e que é inerente à filmografia do diretor. Além disso, o romantismo no modo de enxergar e viver a vida de Carlitos também é um dos emblemas que o evento carrega irrefutavelmente.

A maratona fílmica, a descoberta de vertentes cinematográficas, as novas amizades, os aprazíveis encontros em torno dos cinemas, a mobilização antes das sessões, as conversas fervorosas aos pés dos rios Capibaribe e Beberibe... Só nos resta lamentar por ter sido tão efêmero. Mas ano que vem tem mais!

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