365 Girls in a Band – Review #2

por - 12:23

X-Ray Spex

O 365 Girls in a Band vai postar 365 discos, um por dia, em que mulheres tenham posição relevante na música. A ideia é divulgar, valorizar e fomentar a participação feminina no universo musical, de acordo com a organização. Vale ler a nossa entrevista com a Maria Caram, uma das cabeças por trás do projeto. Como tínhamos adiantado, toda semana vocês vão ler um apanhado no que rolou nos últimos 7 dias pelo Instagram da galera. Saca só a segunda edição.

X-Ray Spex


Poly Styrene e Lora Logic são as mulheres por trás do X-Ray Spex, banda formada em 1976 na Inglaterra. Styrene viu um show do Sex Pistols e se apaixonou pela ideia de ter um grupo e o X-Ray Spex não demorou a virar um dos nomes mais representativos do (pré) punk, tocando em casas representativas do movimento e dividindo palco com Buzzcocks e Wire. Seu primeiro single - hoje considerado peça de colecionador – Oh Bondage Up Yours!, foi gravado quando Poly tinha apenas 16 anos. É sua voz perfeitamente dissonante que grita no início da canção: "Some people think little girls should be seen and not heard but I think, oh bondage, up yours!” inaugurando o feminismo no movimento punk.

Para saber mais: Site Ofical X-Ray Spex

Essential Logic


Quando saiu do X-Ray Spex, Lora Logic formou sua própria banda, a Essential Logic, junto com Phil Legg, William Bennett e Mark Turne (depois substituído por Jon Oliver). De saxofonista, Lora se tornou vocalista (além de compositora) e teve um dos grupos mais criativos – e de carreira mais curta – do punk. Nas letras, sexismo, desigualdade, alienação e isolamento. Nas melodias, pitadas de jazz e guitarras atonais. Nos palcos, a sensualidade sutil de Patty Smith e os espamos de Yoko Ono se misturavam nas performances de Lora. O único disco lançado, Beat Rhythm News (1979), ainda é uma obra à margem da crítica e público, mas um dos trabalhos mais interessantes daquele período.

Para saber mais: Kill Rock Stars; All Music

Alice Caymmi


Neta, filha e sobrinha de grandes nomes da música brasileira, Alice Caymmi abriu seu próprio espaço na música. Com um primeiro disco completamente autoral, com exceção para uma versão de Björk (elogiada pela autora) e outra para uma música do avô, Dorival Caymmi, Alice já chegou botando o pé na porta e mostrando quem era. Seu segundo álbum, Rainha dos Raios, é o inverso. Com apenas duas faixas de sua autoria, uma delas uma parceria com o compositor de sucessos Michel Sulivan, Alice apresenta versões incríveis e dramáticas para sons como” Homem”, de Caetano Veloso (em uma versão bem superior à original).

Para saber mais: Rainha dos Raios

Björk


Björk lançou seu primeiro disco aos 12 anos. Cantora, compositora, multi-instrumentista, produtora e atriz, ela ultrapassou as fronteiras da Islândia após fazer sucesso com Sugarcubes, em 1992. Antes disso já tinha tido uma banda punk formada só por mulheres e participado de vários outros grupos. Em 1993, a multiartista lança seu primeiro disco solo e inicia uma carreira sólida, à margem de um crítica que insiste – sem sucesso – em rotulá-la. Post (1995) foi lançado sob a pressão de ser um álbum que superasse a estreia de Björk. Sem se intimidar, a islandesa lançou um disco experimental, eletrônico e promíscuo, segundo sua própria definição, que espalhou o nome de Björk aos quatro cantos do mundo.

Para saber mais: Site Oficial

X


Formada em 1977, a banda X era a dupla Jon Doe e Billy Zom. Doe conheceu Exene Cervenka em um curso de poesia e pediu para usar um de seus poemas como letra em seu grupo. Ela aceitou, desde que ela cantasse. Assim, Cervenka passou a ser parte essencial do X: com suas letras comparadas à literatura de Bukowski e um vocal bem particular (além de uma presença de palco única), ela é a cara do X. De volta a ativa, rolou um hiato nos anos 2000 no qual Cervenka investiu em sua carreira solo fazendo apresentações com Lydia Lunch. Los Angeles (1980) é o álbum de estreia da banda, considerado pelo site All Music o melhor álbum de punk já lançado.

Para saber mais: Site oficial

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