365 Girls in a Band – Review #3

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HindsAlts

Para valorizar e estimular a participação feminina no universo musical, o 365 Girls in a Band posta no Instagram um álbum por dia com participação de mulheres. O projeto começou em agosto e toda semana, um balanço do que ja passou por lá, vai aparecer aqui no Altnewspaper, com vídeos e links. Para saber mais sobre a iniciativa, vale a pena ler a entrevista com a Maria Caram, uma das idealizadoras.

Betty Davis

Betty Davis foi uma singer-songwriter do funk americano de carreira curta e marcante. Cantora e compositora negra, com um comportamento agressivamente sexual, Betty teve shows boicotados e músicas cortadas da rádio por isso. Seu ultimo disco foi lançado em 2009, 33 anos após sua gravação. Nasty Gal foi gravado com total liberdade artística e rendeu um disco cheio de clássicos, que além do funk, trazem em si sementes de punk e hardcore.

Para saber mais: Wikipedia , All Music

Gal Costa

Gal Costa e um ícone da música brasileira. Com uma carreira iniciada em no fim dos anos 60, acompanhada pela Tropicália, sua voz única ainda é uma marca. Em 2015, Gal gravou Estratosférica, cheio de composições de cantoras/compositoras da nova geração musical brasileira. Foi difícil pinçar um disco de sua carreira, mas escolhemos Gal (Cinema Olympia) por considerarmos um trabalho paradigmático: para a época, os arranjos e a voz da cantora chegaram no mais longe que a psicodelia brasileira tinha ido até ali. Uma viagem sonora deliciosa.

Para saber mais: Site Oficial, All Music, Wikipedia

Hinds

As Hinds começaram como um duo e com o nome Deers, chamaram a atenção da imprensa britânica. Em 2013, já como quarteto, ganharam um concurso e gravaram no projeto Converse Rubber Track, o que as levou à turnês com The Libertines, The Vaccines e Black Lips. Em 2015, rebatizadas com Hinds, fizeram sua primeira turnê fora da Europa, tocando na Austrália, Estados Unidos e Tailândia. Todo esse sucesso aconteceu através de singles. O primeiro disco das meninas, Leave me Alone, acabou de sair do forno, no começo desse ano. É um álbum bastante promissor que mostra a afinação entre a banda cada vez maior.

Para saber mais: Wikipedia, The Guardian

Ana Tijoux

Filha de refugiados chilenos na França, Ana Tijoux nasceu em Lille enquanto seus pais fugiam da terrível ditadura de Pinochet. Com 11 anos, conheceu Consuelo Vergara, que lhe ensinou os caminhos e o poder do hip hop. Mais velha (e com o fim do regime), ela retornou e se fixou no Chile, onde se envolveu com a cena hip hop local. Opressão, machismo, resgate cultural e uma série de outros questionamentos são temas de suas canções, cantadas em espanhol e francês. 1977 é o segundo álbum solo de Ana. Cantado em espanhol e francês, o disco a levou em sua primeira turnê americana e está na lista de grandes álbuns publicada por Thom Yorke.

Para saber mais: Wikipedia, NPR

Thee Jezebels

Me apaixonei pelas Thee Jezebels ao vê-las ao vivo num pequeno pub de Bath. O trio formado por Laura Anderson, Letty Gallagher e Lois Tozer não é a reunião de garotas novinhas tentando tocar uma banda, são três mulheres que entregam um show redondo e bem rock'n'roll. O single Black Book apresenta duas faixas que mostram a mistura interessante do que das garotas fazem: algo sujo e pesado. O som delas nem de longe corresponde ao estereótipo "música de meninas".

Para saber mais: Facebook, Soundcloud

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