Conheça o power trio instrumental mineiro Sick

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Sick é um trio instrumental bem legal de Uberlândia, Minas Gerais. Ano passado eles lançaram o primeiro trabalho da banda, o EP Light Switch pela Polidoro Discos, selo independente do brodagem Vinicius Diaz (Syn Ayuda, Diaz). O EP tem quatro músicas, uma sonoridade encorpada com forte influência da Toe, naquela mistura math/post-rock. O grupo se prepara para sua primeira tour pelo estado São Paulo, que começa em 26 de fevereiro, com um Polidoro Apresenta no Submundo 177, passa pela festival do Raro Zine na cidade de Bom Jesus dos Perdões dia 27 e o grupo fecha a trip com um show na Casa do Mancha no domingo, dia 28.

Aproveitando a tour, batemos um papo com a banda sobre influências, expectativas com a tour e mais.
O que o público pode esperar da Sick ao vivo?

Certamente uma diversidade musical de ritmos e melodias em harmonia. Música feita com muito sentimento.Sempre comentamos entre nós que às vezes parecem histórias contadas em forma de música, momentos de calmaria e momentos conturbados. O público pode esperar música de qualidade e de verdade, de dentro pra fora.

Nesta tour, a banda será um quarteto (é isso mesmo?), o que muda no som do grupo?
Nessa tour contaremos com a presença do Vinicius Dias (DIAZ, OCIMOON) em algumas canções que estamos produzindo para um futuro video ao vivo que gravaremos. O Vinícius acompanhou de perto nosso trampo desde a gravação do nosso primeiro EP, além de ter lançado nosso EP no seu selo: o Polidoro Discos.

O fato de tocar com um integrante a mais, no caso de uma guitarra, aumenta as possibilidades e a diversidade sonoras além de dar aquele peso a mais.


Por que o nome da banda é Sick?

Sick foi ideia do Levi (batera), e soou muito bem para nós. Sick, do inglês, significa doente mas também pode significar legal ou uma coisa insana, quando usado como gíria tipo “That’s sick!”. E esse contraste com certeza está presente no nosso som, que vai do triste ao alegre e do insano ao doentio com facilidade.

Sick também é o apelo ao mundo conturbado no qual vivemos.

We are Sick!

Mesmo sendo um trio, o som da banda é relativamente encorpado. Queria saber como foi o processo de gravação do EP?
Nós estamos cada vez mais atenciosos com a produção, cada vez mais minimalistas, e sempre atentos em deixar o som mais bem definido. Não é brincadeira a responsa de ser um trio, e além disso ser instrumental.

Gravamos nosso primeiro EP, Light Switch, ano passado em uma parceria de duas gravadoras: Caverna Estúdio e Revolutionair Records, sendo três músicas na primeira e uma na última. Gravamos música por música e cada uma foi registrada em um formato diferente, desde o clássico instrumento por instrumento, até o inigualável ao vivo. Porém, gravamos camadas de guitarras para chegar no punch que queríamos, e ter esse resultado mais encorpado. E no final revisamos a mixagem e masterizamos com a presença dos produtores de ambos os estúdios.

Nesse momento estamos produzindo o nosso segundo EP, For Recreational Use, que vai ser lançado ainda este ano.

O som da sick me remete ao Avec Silenzi, power trio instrumental carioca que nem existe mais. Vocês conhecem? Quais as influências do trio?
Não conhecíamos o som do Avec, estamos ouvindo enquanto respondemos essas perguntas e estamos pirando. Mas a banda instrumental brasileira que mais nos marcou foi o Macaco Bong.

Porém nossa maior influência é a banda japonesa TOE, que mudou completamente nossa visão da música instrumental desde a primeira vez que ouvimos, e hoje continuamos os acompanhando. Alem disso, temos como referências bandas de diversos estilos e ritmos: produções gringas como Axes, Mammal Hands, Hidden Orchestra, Elephant Gym , etc. aos ritmos ‘swingados’ brasileiros como Pequeno Céu, Bixiga 70, e etc.

Se vocês pudessem escolher uma banda ou artista para sair em tour, qual seria?
Entre todas sem dúvida o TOE, pois seria uma grande realização apenas em dividir palco com eles.

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