Negro Leo em dose dupla no Recife

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No próximo sábado (26), o músico carioca Negro Leo faz um duplo vôo solo no Recife. O cantor se apresenta no Ouvindo e Fazendo Música, projeto que acontece no Museu do Estado de Pernambuco, sempre aos sábados, à partir das 17 hrs e com entrada por R$ 6 e R$ 3 (estudantes, idosos, etc). Pra quem não sabe, o Museu do Estado é aquele que fica na Avenida Rui Barbosa, no bairro das Graças, ao lado do colégio São Luis e na esquina com a Rua Amélia e Ponte da Torre.

O voo é duplo, por que antes da apresentação, Negro Leo também irá realizar uma oficina gratuita no museu do estado. O tema é “Novos Procedimentos Cancionais” e a ideia é mostrar procedimentos incomuns na composição de canções, influenciados pela improvisação livre e colagens. Coisa que o Negro Leo sabe fazer muito bem.

Ano passado, o músico liberou pelo selo Quintavant “Niños Heroes”. Foi um dos melhores discos que ouvi no ano passado e entrou na minha lista de melhores de 2015. Na oportunidade, eu disse: “Eis um dos discos mais legais lançados pelo selo do Quintavant neste ano. Aquela galera pirada que frequenta a Áudio Rebel no Rio de Janeiro e não curtem ir pra praia (como não?). Letras irônicas desde o princípio, sonoridade quebrada a maior parte do tempo. Como “A Grécia falhou com os desajustados”, a religião, o governo, o prefeito, a religião, todo mundo errou! Ao ouvir o barulho, pode parecer que eles estão apenas afinando os instrumentos, mas a intenção é essa mesmo (ouça “Sanduiche Refrigerado”). Ao longo dos poucos mais de quarenta e dois minutos do trabalho, divididos em 22 faixas, Negro Leo e banda formada por nomes da cena carioca experimental como Eduardo Manso, Thomas Harres e Felipe Zenícola mandam o papo reto, seja em suas letras e vocais ou na busca pelos timbres mais estranhos possíveis. Além da faixa já citada, outras favoritas são “Hey Steven”, “Centena de vezes um corpo” e o hino “Turismo sexual no Mandela”. Mas aconselhamos o ouvir o disco de cabo a rabo quantas vezes for possível pra tentar entender a doideira. Queria muito ver como funciona este disco ao vivo!

Mesmo não sendo um show do Negro Leo acompanhado pela banda, a oportunidade de ver ele ao vivo no Museu do Estado é bastante interessante. Isto por que o improviso é parte essencial do trabalho do Leo, sendo assim, vai ser interessante ver ele se virando sozinho. Espero que ele toque as músicas citadas no texto. Vamos nessa?!

Ouvindo e Fazendo Música no Museu do Estado de Pernambuco: Negro Leo ao vivo
Sábado – 26 de março – 17h
Ingressos: R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia)

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