Prosas do Upperground

por - 14:11

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Io pior mesmo é saber que uma trama como essas
nem mesmo original é
um pato plágio
super heróis atormentados
pulp anti Hank
dados de cassino
jogados n'um tapete de mãos humanas
o granizo que escorre como desmoronamento
é o acidente que marca a extinção do homem pós moderno
deixa explosões brancas em telhados sujos
marca assim o nascimento animalesco da era babuínica
um mundo onde incêndios são curados com gasolina

II
a saída base é pluralidade
o rebentar do upperground
sonho transmutado de revolução possível
são as cores todas em caos ascendente
jamais descendente
do chão os pés alevantam
alelos genes paralelos amores irmãos
caminham na direção contrária d'uma fragmentação
do compartimento excessivo de informação onde nos prendem
nos pequenos pedaços de tudo sem qualquer significado

IIIseja qual for o resultado deste teatro maledicente
não existirão verdadeiros vencedores
apenas ganhadores forjados em plástico podre
e perdedores reais
perdedores costumeiros dentro deste contexto social nefasto
do capital maldito
perdedores de outrora perdedores d'um futuro próximo e distante
à revelia do que aconteça no próximo domingo
uma única coisa permanecerá por muito tempo
será a derrota da base piramidal social do país

IVmas eu voltei no tempo
fisicamente
quase que involuntariamente
talvez seja este o motivo do castigo feito pelo sol
quando o corpo realizou o segundo rodopio no tempo
e foi como desligar inércias
crenças, enormes pedaços de cimento
eu voltei no tempo
e por mais catarse que se pleonasme
como ficção científica
ao se rasgar uma regra física
só se pode - e isso é condição quântica -
voltar no tempo
ao deixar-se tomar pela mais completa liberdade
mesmo que vinda desapercebida
mesmo que se note a chegada ao retorno da dobra
após o pânico dissipar-se na segurança
do conhecido local
onde se passa novamente

Vnessa segunda dobra de tempo
repetem-se os desmandos de um coronel legislativo
enquanto movimenta os fios de um vice presidente
o manipulador de todos os bonecos sapiens
separados por pedaços quentes de alumínio
e bastões de madeira do cerrado
aquele Oz sem cortinas ou efeitos especiais

... então o fascínio por conseguir entender a metafísica
perde-se no desespero de um sonho persecutório
onde não se sai do lugar mesmo que correndo...

VIe como missivista da morte deste pós modernismo
relator da quebra de uma era que vê nascer o babuinismo
tenho o dever profético em retornar no tempo
o quanto for necessário
assim pois deixar por escrito
que os povos da base devem elevar-se
sabres de laser & patuás
cordões de reza & cavalos de Troia binários
entoando mantras banzo bluseiros
vibrando até despedaçar o palco desta pantomima
e se cortar todos os fios destes manipulados bonecos
que os esquecidos nos entrecantos mais distantes da natureza humana
sejam os construtores de uma nova realidade
pois esta que nos querem forçar pela garganta abaixo
dilacera e não nos serve
apenas outra versão dos senhores das capitanias
dos capitães do mato ou dos cavaleiros de Deus
sejam eles das Cruzadas ou dos Bandeirantes
essa realidade que nos querem vender
como honestidade dos justos
nada mais é que falácea
de uma máquina trituradora de sonhos.

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