Um som que vem do Jiquiá?

por - 11:00

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Se você for procurar por ‘Graxa’ no Google, com certeza só vai achar o nome daquele lubrificante para motores, mas se você buscar por ‘Graxa-Molho’ vai encontrar uma porrada de informações sobre um músico. Desde a letra da música, o videoclipe, resenhas e matérias.

O som tem uma mistura: guitarra vibrante, linguagem própria, crônicas de uma cidade que não para. Alguém com essas características fez renascer o espírito do universal-local, antes vista somente com a turma do movimento Mangue-Beat, que só acompanhei um tempo depois, já na minha adolescência.

Já são dois discos lançados, Molho (2013) e Aquele Disco Massa (2015). O primeiro chamou a atenção da imprensa pela acidez das letras e pelo som novo. O segundo afirmou tudo isso. Graxa plantou o respeito junto ao seu público e a imprensa especializada.

A música de Graxa me fez diminuir a velocidade cotidiana e observar mais a cidade. É do Recife que ele fala, - e também do mundo. Fala dos garçons, fala dos pastores enganadores, fala do Parque 13 de Maio, fala de amor, fala de você e fala de mim. Você ouve e assiste a um filme do cotidiano das grandes cidades.

“Armado” com sua guitarra (ou violão) e na companhia da sua banda "Graxa", já agitaram vários inferninhos da cidade e do estado. Agora chegou a vez do Abril pro Rock. Acredito que o show terá músicas dos dois álbuns, uma boa oportunidade pra quem não conhece, conhecer. Será um baita trampolim para o som que vem do Jiquiá ganhar mais ouvidos.


Texto ganhador da promoção deste ano para o Abril Pro Rock escrito por Helimar Macedo.

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