365 Girls In a Band - Review #11

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Savages on Dismaland

Durante a última semana, o 365 Girls In a Band saiu pela primeira vez do mundo exclusivamente virtual e virou uma intervenção sonora na Semana 1 da Mostra Curto Circuito, no Sesc Palladium. Essa primeira ocupação cultural rendeu uma semana incrível e foi organizada pelos amigos-parceiros do 4y25, Editora e Piolho Nababo. Partindo dessa experiência, mais cinco projetos, dos meus favoritos, neste décimo primeiro review.

Steve



Ouvi Steve a primeira vez numa dessas relacionadas do Youtube, que entram pela reprodução automática enquanto estamos distraídos. Foi uma paixão fulminante e imediata. Gravada pela Snug Platters, selo mais recente de Guy Garvey (vocalista do Elbow, do qual sou muito fã também), Steve é o pseudônimo de Jane Parker, figurinha carimbada na cena musical de Manchester. A ideia de usar um pseudônimo passa um pouco por camuflar o personagem Jane Parker. O primeiro EP, Emergency Art Rate/Two Points Nearly Zero é incrivel e só me faz pensar em mais, mais, mais.

Para saber mais: There goes the fear

Sexwitch


O Sexwitch é um projeto que mistura pessoas de várias bandas e que talvez não passe de um disco. O ponto é que cada faixa desse disco vale a pena. Natasha Kan, do grupo Bat for Lashes, é o vocal dessa releitura de várias músicas psicodélicas das cenas de diferentes locais, escavadas em feiras de vinil por várias partes do mundo. O álbum, que tem o mesmo título do projeto, cai bem numa noite romântica ou numa festa punk, sem o menor problema de contexto.

Para saber mais: The Guardian, Wikipédia

The Shaggs


Provavelmente a história mais triste do pop/rock, as irmãs do The Shaggs foram literalmente predestinadas a terem sucesso. Sua avó paterna, uma cartomante e quiromante, previu para seu pai: que ele se casaria com uma loura, teria dois filhos homens e que suas filhas fariam sucesso. Obsessivo com essa ideia (e com o acerto das duas primeiras previsões), Austin Wiggin tirou as filhas da escola e as colocou para estudar música. Além da falta de talento de Dororthy Dot, Beth, Helen e Rachel, que chocou o técnico de som, a família ainda sofreu um golpe do produtor, que roubou o dinheiro da gravação dos discos. É possível que ninguém soubesse da existência do quarteto se o Frank Zappa não as tivesse colocado numa lista de bandas favoritas como "melhor que os Beatles".

Para saber mais: Pitchfork, AllMusic, Wikipédia

Savages


Quatro mulheres, uma banda de punk das mais competentes. As Savages conseguiram, com ajuda dos fãs, tirar de uma matéria o adjetivo 'all female band', defendendo que ninguém registra uma banda só de homens como algo particular. Quem já as viu ao vivo, seja em shows, seja em vídeos, sabe que elas são das melhores bandas da atualidade e estão pau a pau no patamar com Iggy Pop, Siouxie and The Banshees e The Slits. Uma atenção especial à baterista Fay Milton, uma das melhores instrumentistas que já vi tocar.

Para saber mais: Wikipedia, Site Oficial, Entrevista com Fay Milton

Alcalina


Se tivesse que escolher a banda que me tornou indie, a Alcalina estaria do lado do Blur. Direto de Fortaleza, o grupo que juntava Thaís Aragão (a.k.a Beth Grapete), Fernanda Meireles, Glauco Leandro e ítalo Gomes coloriu as ruas de Fortaleza com suas camisetas divertidas, foi responsável pelas melhores festas da cidade por um período e criou uma ficção maravilhosa sobre ter assinado com um selo internacional. Totalmente do it yourself, a Alcalina foi uma das coisas mais bacanas que passaram pela minha vida no Ceará e eu recomendo olhos e ouvidos atentos ao que os ex membros estão fazendo atualmente.

Para saber mais: Thais Martini sobre rock em Fortaleza, Blog da Alcalina

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1 comentários

  1. Alcalina é uma ótima banda. Infelizmente que resolveram por si só não ir mais além.

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