365 Girls in a Band – Review #12

por - 12:21

GomaLakka

O 365 Girls in a Band entrando nos seu último trimestre e eu começando a rearticular o projeto de forma a dar continuidade e consistência. A vida real, busca por emprego, projetos paralelos, gripes sem fim, tudo se confundido nessa semana que passou. Para tentar organizar a cabeça – e montar uma playlist para correr pela manhã, aí vão cinco dos projetos que me ajudam a manter o foco cotidiano.

Soko

https://www.youtube.com/watch?v=2OQ99ROFlCk

A francesa Soko é cantora, compositora e atriz, além de ícone de estilo. Dona do seu próprio selo, o Babycat Records, ela estourou com o hit "I’ll Kill Her", viajou pela Europa como banda de apoio da cantora M.I.A e em dois anos, entre 2007 e 2009, agitou a cena musical. Em 2009, ela anunciou que estava deixando a música, mas seis meses depois lançou um novo disco. Com shows imprevisíveis, com bandas que se alternam a cada apresentação e sem set list, Soko encara o público com ousadia. Seu álbum mais recente é My Dreams Dictate My Reality, que teve a participação de Stela Mozgawa, do Warpaint, e além do pop e eletrônico comum a suas criações (e que já a fizeram ser comparada a Björk), nesse disco aparecem influências de pós punk e new wave.

Para saber mais: Wikipédia, Site oficial

Alessandra Leão

https://www.youtube.com/watch?v=RN8ZY5YDfgU

A pernambucana Alessandra Leão é uma das minhas musicistas brasileiras favoritas: cantora, compositora, instrumentista e ainda toca a maravilhosa festa La Tabaquera. Ela iniciou sua carreira em 1997 com o grupo Comadre Fulozinha e contribuiu com uma série de músicos: Siba, Antonio Carlos Nóbrega, Silvério Pessoa, Kimi Djabaté (Guiné-Bissau) e Caçapa. Sua carreira solo traz canções belíssimas, suas músicas foram incluídas em playlists de David Byrne e em 2015 ela lançou uma série de EPs que geraram a excelente e forte trilogia Língua.

Para saber mais: Site Oficial

GomaLakka

https://www.youtube.com/watch?v=QMb5r-5ecUE

Com uma década de existência completada no ano passado, a GomaLakka foi uma das mais gratas surpresas que tive com esse projeto. Não lembro mais quem me indicou (mas foi uma indicação de seguidor <3) e adorei cada segundo das músicas. Inicialmente um coletivo performático que fazia intervenções sonoras, a GomaLakka foi se formando como grupo com o tempo e levou esse lado da performance para cima do palco. As apresentações são provocativas e bastante caóticas. Com os dois pés no punk, a banda apresenta ainda influências de eletrorock e funk, com a voz de Ciça Brakka deitando e rolando em cima de tudo isso.

Para saber mais: Bandcamp, Site Oficial

Pocahaunted

https://www.youtube.com/watch?v=GkZcWeUPNYE

Antes de formar o Beast Coast, Bethany Cosentino era um dos centros do 'new psycodelic' em Los Angeles. Junto com sua amiga Amanda Brow, que sonhou que as duas deveriam ter uma banda chamada Pocahaunted, elas tocaram esse duo entre os anos de 2007 e 2010, sempre com um sistema de improvisação livre e descoberta, passeando entre o experimental e o naïfy. Em 2010, Bethany mudou-se para Nova York, e Amanda, que também é dona do selo Not Not Fun, reformulou a banda como um quarteto. Se a vertente de imprevisibilidade foi um tanto suprimida nesse formato, o grupo ganhou em qualidade de som e maturidade. Vale cada disco.

Para saber mais: All Music

Matana Roberts

https://www.youtube.com/watch?v=--KmcmiwtHA

Estudante de clarinete clássico durante a juventude, Matana Roberts é uma ótima saxofonista, clarinetista e experimentadora sonora americana. Quando se mudou para Nova York, começou a se apresentar no metrô em troca de alguns trocados e escreveu um zine sobre essa experiência, trabalhou com jovens em situação de risco em Montreal e tocou junto com a banda Godspeed You! Black Emperor. Apesar da formação clássica, ela é reconhecida por sua trajetória experimental. A artista desenvolve uma pesquisa musical, gravada em disco e divida em capítulos, que mistura ancestralidade, história e memória, muita experimentação sonora e participações de várias figuras do meio da música experimental.

Para saber mais: Site Oficial, Wikipédia

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