365 Girls in a Band - Review #16

por - 11:00

Alice Coltrane

Aqui em Belo Horizonte, o frio chegou assustando todo mundo, me surpreendendo um bocado e acalmando uma série de ânimos. Uma seleção musical para aqueles que curtem cobertas e um bom vinho nesse semi inverno ou para aqueles que preferem aquecer o corpo e o coração numa pista de dança fervilhante.

Alice Coltrane

https://www.youtube.com/watch?v=kxn3tCO7Q_8

Uma das poucas harpistas da história do jazz, Alice Coltrane adotou o sobrenome do marido, o jazzista John Coltrane, mas nunca ficou a sua sombra. Com uma carreira extensa, que começou em Detroit, Alice tocou com outros grandes nomes, como Terry Gibbs e Bud Powell e foi, com o tempo, dirigindo sua carreira para um estilo mais meditativo. Seguidora do guru Sathya Saia Abah desde os anos 70, na década de 80 passou a se dedicar mais as atividades espirituais e suas apresentações ao vivo tornaram-se raras. Nos anos 90, sua obra passou por uma revalorização e ela chegou a apresentar-se em grandes festivais. Uma nova geração de artistas a homenageou em várias ocasiões.

Para saber mais: Site Oficial, Wikipédia

Cate Le Bon

https://www.youtube.com/watch?v=56y8DPVTX14

Ouvi a galesa Cate Le Bon fazendo vocal pra uma música do Chemical Brothers. Uma bela porta de entrada para uma artista criativa tanto musicalmente quanto visualmente. Experimental sem ser chata, pop sem ser formatada, Cate Le Bon canta em inglês e galês, e brinca com a ideia de nonsense nas letras e na melodia. Saindo de Cardiff para morar na Califórnia, seu som pode ser considerado uma colagem instigante desses dois mundos. Vale a pena ouvir e ver.

Para saber mais: The Guardian, Site Oficial, Soundcloud

Teresa Cristina

https://www.youtube.com/watch?v=FIB3XwOyHNM

A carioca Teresa Cristina se apaixonou pela música ainda criança, ouvindo a mãe cantar Roberto Carlos pela casa, mas trilhou um longo caminho até começar sua carreira artística: foi fiscal do Detran, auxiliar de escritório e vendedora de cosmético. Entrou para a faculdade de letras, se envolveu com a rádio universitária e só então abraçou a carreira de cantora e compositora. Junto ao grupo Semente, gravou discos em homenagem à grandes nomes do samba, como Paulinho da Viola, mas também compôs suas próprias músicas e tem parcerias com nomes de sua geração como Criolo e Adriana Calcanhoto. Com diversos discos gravados, Teresa é um grande talento nacional.

Para saber mais: Dicionário Cravo Albin, Facebook

Freschard

https://www.youtube.com/watch?v=QUk6e9b-txA

Cleménce Freschard nasceu em Dijon e começou a organizar eventos aos 12 anos, em seu celeiro. Aos 18, mudou-se para Paris e trabalhava como garçonete quando um cliente compôs algumas músicas para que ela gravasse. Sem condições de pagar o aluguel na capital francesa, juntou uma grana e foi para Nova York, onde achou uma guitarra na rua, começou a criar suas próprias músicas e montou uma banda de noise e poesia. Alguns anos mais tarde, muda-se novamente, para a artística e boemia Berlim, onde aprofunda seus conhecimentos de música eletrônica e passa a trabalhar como engenheira de som e produtora musical de amigos. Mais do que musicista, Freschard é uma agitadora cultural, inquieta, curiosa e independente. Suas canções são uma mistura pouco convencional das influências recolhidas em suas viagens e experiências.

Para saber mais: Bandcamp, Site Oficial, Facebook

Digitaria

https://www.youtube.com/watch?v=3sVlFOfMP2A

O duo mineiro de música eletrônica Digitaria já tem muitos anos de estrada. Começado como quarteto, sempre teve Daniela Caldellas em sua formação. Explodiram em 2006, fazendo uma turnê nacional e internacional em vários eventos de música eletrônica e até hoje mantem a mesma visão sobre o que é música eletrônica: um espaço sem limites definidos onde instinto e criatividade são as únicas coisas que importam para compor. A dupla continua na ativa e é uma referência no Brasil e respeitada ao redor do mundo.

Para saber mais: Soundcloud, Facebook, Digitaria

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