Os melhores rocks tristes de 2016

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melhores rocks tristes de 2016

Olha só, mais uma mixtape, dessa vez polêmica pra alguns. Mas nesta quarta-feira (21) eu serei mais breve do que o normal, já que quem fez essa compilação de música não fui eu, mas um dos reis do rock triste, o Diego Soares, da El Toro Fuerte. Novamente, tentei fazer a playlist no Spotify mas não rolou, porque o disco da Paola Rodrigues não está lá. Então é o mesmo esquema da coletânea de rap que saiu na segunda (19): bandcamp + download. A partir de agora, fiquem com as palavras do Diego.

O rock triste foi um acontecimento desse ano e, curiosamente, tem menos a ver com música do que qualquer outra coisa. Muitas das coisas e pessoas responsáveis pelo aparecimento do termo o detestam e a maioria das pessoas e veículos que gostam ajudaram a transformá-lo numa das coisas mais “ame ou odeie” que se tenha notícia. Tendo dito isso, essa coletânea aqui leva em consideração lançamentos desse ano que o “verdadeiro rock triste” ou seja, as pessoas que fomentaram a música independente no ano de 2016 se valendo da internet (memes, textos, orkontros, páginas do Facebook, twitter) com aprovação ou não de artistas e quem mais não se vê contemplado por isso. Além do que, essa provocação faz parte do espírito todo – se sua música estiver aqui e você odeia o rock triste, não faz a menor diferença, porque a garotada te ama assim mesmo.


Jujs – Mini coletânea de demos da Jujs – “Comunicação Organizacional”


Essa eu coloquei em primeiro de propósito porque é a música que eu mais gostei desse ano todo. É a minha segunda música preferida do universo atrás de "03 de Outubro" da Alambradas. O uso das catarses, a construção, pra mim é um uso maravilhoso da língua portuguesa (risos). Em poucos segundos a Júlia Zumerle consegue construir um enredo muito bom com uma conclusão que me arrepia toda vez. Essa música é perfeita.

Fernando Motta – Andando sem olhar pra frente – “Videokê”


Essa entrou de forma engraçada, eu meio que passei ela batido quando saiu o disco. Na versão ao vivo foi que eu realmente prestei a atenção merecida. A letra é rápida, cheia de memórias e devaneios. Conta uma história com poucas linhas e tem aquele lance do “som nasal em Yesterday” que eu acho genial toda vez que ouço. Fernando Motta, claramente, meu homem.

Alambradas – Cíclica – “Cíclica”


Alambradas é a banda da Nicole Patrício, a autora da música que mais me destruiu e ajudou a reconstruir tudo que eu acreditava. Essa música que eu escolhi é a única instrumental do disco novo e apesar de amar a voz dela como poucas coisas, "Cíclica" foi eleita porque é como eu acho que toda música instrumental deveria ser: ela tem um tema, é construída pra conduzir e a catarse é maravilhosa! O único post-rock possível desse ano.

Xóõ – Xóõ – “Passado Futuro”


A humanidade nasceu da morte, todos nasceremos também”. Se essa frase de intro não for suficiente pra justificar a escolha, eu desisto. Instrumental muito intrincado e fincado, uma letra excelente como é de costume do Brauer. Musicaço!

salvage

Salvage – MΔE – “Ganhardepoisperder”


Essa música, quando saiu, eu ouvi até sangrar. Como a El Toro tava gravando um disco, eu fiquei muito interessado na produção dela pra saber o que eu conseguia colocar em "Maple" (que eu só consegui terminar depois de ouví-la). Acho que não deu muito certo por inexperiência (risos), mas valeu a pena demais tentar e ter virado amigo dos meninos. Essa daí, ao vivo, a galera canta as partes instrumentais, é um troço de louco!

Jonathan Tadeu – Queda Livre – “Ato Falho”


Tentei sair um pouco do óbvio com essa escolha. O disco do Jonathan é um dos melhores do ano, sem dúvida. Essa teve clipe, mas acho que passou um pouco batido na hora de escolher as preferidas do disco, porque o arranjo é lindaço (feito pelo Sentidor, claro!) e a letra é cheia de epifanias lindas, já começando com uma pedrada. Essencial.

Fábio de Carvalho – Sonho de Cachorro – “Ana”


O Fábio ainda vai ser conhecido como o maior artista da geração dele. Essa música é um dos épicos mais incríveis que eu já ouvi. A escolha é muito óbvia e a música fala por si só.

Def – Sobre os prédios que derrubei tentando salvar o dia – “Sobremesa”


Sempre admirei tudo que a Deb faz e esse ano tive o prazer de ficar amigo dela e do pessoal todo da banda. A melhor banda que eu vi ao vivo esse ano, junto com Amandinho. Essa música é dividida em partes, cada uma com o instrumental mais sinistro que a outra, além da voz suave da Deb e da letra que bate lá no fundinho. Bandaça!

Valciãn Calixto – Foda! – “Sobre meninas e porcos”


Essa música é um troço sério. O arranjo da intro me lembra "Despair Came Knocking" do Daniel Johnston e vai ficando mais pesado conforme a letra avança. Um tema muito delicado e uma letra destruída. Valciãn vai chegar lá e todo mundo vai ouvir isso e ficar embasbacado igual a mim.


Enema Noise – Enema Noise – “Quebrada”


Essa banda é fantástica. Essa música me deixa de cabelo em pé. Enema Noise também foi uma banda que tenho muito orgulho de ter me aproximado. Essa daí é audição obrigatória, lamento quem não conhece ainda.

Lvcasu – Capacho – “Qlqrcoisa”


Ter aparecido na mesma época que esse cara, sendo que fomos influenciados pelas mesmas bandas e rolés é incrível. Descobri que ele gostava da minha banda e fiquei abismado (risos). Essa música é um hino, uma das melhores do ano com certeza. Lucas é um bom amigo, graças a deus!

Eliminadorzinho – Nada mais restará – “Lar”


Mix e master do Felipe Aguiar do gorduratrans, ou seja, um bom gosto fudido. A influência é bem clara e a música é muito boa. Tenho curiosidade pra ver ao vivo também e pra saber como será a continuação desse trabalho.

Tom Gangue – Grande Esperança – “Baladinha”


Os moleques mais lindos desse país todo com o maior hit do ano. Quem não cantar junto tá morto, sinceramente. Grandes amigos que temos, tenho muita sorte. A Tom Gangue sempre consegue colocar uma assinatura muito clara nas coisas que faz, admiro demais essa banda e acho que essa música consegue ganhar o mundo com o apoio certo.

Emerald Hill – Presciência – “Presciência”


Garotada mais nova também, de João Pessoa. Chegaram até mim porque escutavam nossa banda e acabamos ficando amigos nessa zueira toda de internet. Tocamos com eles na tour do Nordeste e já tô aguardando as próximas coisas porque os caras são meio sem medo (risos). Sucesso.

batizan

Baztian – Wrong side of the shore – “Teenage Summer”


O riffzinho do refrão ficou na minha cabeça pro resto da minha vida. Uma monstruosidade ao vivo de uma galera que eu acompanho em Maceió desde antes de ter banda, essas coisas. Baztian é muito foda, tem que ouvir!

Theuzitz – Peso das coisas – “Ninguém se importa”


Discaço. Essa música é uma paulada e foi uma surpresa muito grata desse ano da cena que tá formando lá em SP com bandas mais novas. Muita gente comentou o trampo do Theuzitz entre os melhores do ano e eu não acho que é surpresa nenhuma.

Vinícius Mendes – Home is _ – “Home is _”


É uma produção muito pessoal e caseira, muito bonita e que me transporta pra quando eu tocava coisas no meu quarto e queria ter coisas pra gravar mas não tinha. Me sinto muito representado nesse trabalho do Vinícius e acho que ele ainda vai fazer muita coisa brilhante porque ele tem o espírito de apoiar os amigos no sangue.

Trave – 4 – “Sofá”


Bem caseiro, um cara e sua guitarra. Mas uma música que consegue contar uma história inteira com quatro frases tem que entrar na lista! O show tem bateria acompanhando e é muito muito bom.

Raça – Saboroso – “Simpatizo”


Desafio qualquer ser humano a provar que não ouviu essa música um zilhão de vezes esse ano. Minha banda preferida no mundo, coloquei em 19º pra ninguém achar que a ordem das músicas importa (tirando a Jujs em primeiro porque foi de propósito). Essa música condensa muito bem a fase nova dos caras e acho que eles tão a um lançamento do mainstream. Amém.

ombu

Ombu – Pedro – “Calma”


Quando saiu esse single eu fiquei muito impressionado com a evolução do som dos caras, mesmo se valendo de elementos parecidos e tudo mais. A capacidade de fazer estruturas de refrão da Ombu eu acho foda. É lento, é lindo, mas é pesado pra caramba!

Terno Rei – Essa noite bateu com um sonho – “Sinais”


Terno Rei é lindo, eu gosto pra caramba. Essa música é mais rápida que o costume dos caras e tem uns arranjos, principalmente de voz, muito bonitos e a letra é muito confortante. Tava esperando muito por esse disco e acho que eles escolheram o single muito bem.

Paola Rodrigues - <3 WIFI – “N0v0 An0”


Essa letra é um relato, é uma homenagem, é um desabafo, é foda. A Paola é muito talentosa e acho que ela ainda não tem muita noção do fato de que ela é uma entidade e inspira todo mundo em volta dela. Quando tudo dá errado eu escuto essa música e saio mais feliz.

Miêtta – “Room”


Tem muito talento envolvido nessa banda, vai ser uma das mais importantes dessa geração nossa, certeza. Eu ouvi esse single muitas vezes numa versão de celular e já gostava muito e quando foi lançada eu fiquei muito feliz pelo bom trabalho que foi feito. As meninas são boas amigas nossas e eu tenho um carinho sobrenatural por elas.

In Venus – “Mother Nature”


Pesado de tudo esse single! A Cint é uma pessoa que admiro pra caramba, pela força, pela gentileza, por tudo. Primeiro lançamento oficial da banda e já deixa a gente esperando por mais. Espero que todo mundo ouça e que surjam cada vez mais bandas como a In Venus.

SLVDR – Presença – “Bouken”


SLVDR é uma monstruosidade. Essa música é tão intrincada e pesada que chega a doer, minha preferida do disco que é todo excelente. Deus abençoe esses meninos, por favor.

Chico de Barro – “Nogueira “(single)


Emopebê, como diz a Nathanne (vocalista). É uma banda bem foda e o lançamento é forte e é muito bonito. Algo me diz que todo mundo da Def vai fazer coisa gigantesca em 2017. A Nathanne é um amorzaço e eu tô torcendo demais pra um discaço da Chico de Barro sair logo. Essa música em especial é um emaranhando de influências bem condensadas. O Rio de Janeiro tem os melhores instrumentistas do mundo.

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