Um rolê com a Bike pelo nordeste

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[caption id="attachment_28731" align="aligncenter" width="695"]Bike Divulgação[/caption]

A Bike não para. Lançou semana passada o single “Montanha Sagrada”, faixa que estará em seu novo disco, Em Busca da Viagem Eterna, e pouco tempo antes do apagar das luzes do fatídico ano de 2016, a banda colocou na internet um mini-doc gravado por eles mesmos mostrando um pouco de como foram as duas turnês que fizeram pelo nordeste. Além disso, o grupo sobe no palco do CCSP nesta sexta-feira (27) ao lado da Brvnks (GO) dentro da programação do Festival Música Cerebral.

Com todas as informações, a gente volta a turnê no nordeste, que de acordo com o guitarrista Diego Xavier, deu tudo certo, apesar dos pesares. “Achei que não conseguiríamos, mas depois a gente viu que é tranquilo, só tem que ter disposição mesmo. Na primeira parte da turnê, em agosto, fomos de avião até Salvador e percorremos o nordeste de ônibus e carona com o Milkshakes. Agora em novembro, subimos de carro. Então é sempre aquela nóia com alimentação, dormir bem e não exagerar. Revezamento de motorista, cronograma a milhão pra não perder a hora pois são centenas de km por dia. Mas vale a pena cada minuto, o visual, as pessoas e os lugares, foi uma conquista pra banda poder ir pra lá no mesmo ano duas vezes”, conta.

https://www.youtube.com/watch?v=S82gbWcfw-g

Depois de passar por uma pá de cidade, algumas mais de uma vez, os caras ficaram apaixonados por três locais: o estado da Paraíba e as cidades de Natal e Maceió. “Acho que a Paraíba foi um lance foda. Tivemos até esse feedback do povo de lá, mandando avisar que lá não é só miséria e sertão não, a parada rola e acontece sim! Natal é lindo, foi o mais alto que chegamos do país e Maceió é um mundo a parte que te envolve, é só amor”, lembra Diego.

E pô, nem tudo são flores. Se teve show foda com chuva, lua cheia gigante e todo mundo na brisa, também rolou problema elétrico que trouxe perda de material pro Bike. “O melhor foi tocar no terraço do Tenebra em Campina Grande, chovendo, com a galera toda curtindo junto aquela lua cheia gigante e o melhor line-up do ano. Infelizmente, tivemos problemas com retorno e elétrica em festival, queimou fonte em centro cultural, e perdemos muitas coisas pelo caminho, mas o show tem que continuar e acaba virando lembrança boa, então não tem tempo ruim não”, diz o guitarrista, que também achou foda os rolês feitos na rua e os ensaios abertos que rolaram.

https://www.youtube.com/watch?v=ISqCwpB_gjg

E se existe alguém que não sabe da origem do nome do grupo e do primeiro disco dele, 1943, vale lembrar do cientista Albert Hofmann que voltou pra sua casa de bicicleta depois da sua primeira experiência com o LSD. Claro que com essa história tão sugestiva no batismo da banda, os integrantes receberam alguns presentes na tour, brinca Diego. “Acaba rolando muito presente mesmo. No nordeste tem o soltinho, aquele beck que não é prensado, é mais fraco e mais barato que o beck de SP, aí a gente acabava fazendo aquelas "toras". Vira mexe, também tem um fã que quer dividir a lisergia com a banda. Aceitamos de bom grado, tudo o que for deixar o show mais intenso é bem vindo (risos). Com tudo isso, as praias de Salvador e Recife ficaram mais bonitas ainda!”.​
BIKE + Brvnks (GO) - Festival Música Cerebral
Quando?
 Sexta-feira, 27/01, às 19hs
Onde? CCSP – Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso)
Quanto? R$10,00 (meia) | R$20,00 (inteira)
Info? Facebook

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