365 Girls in a band - Review #36

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De casa nova, com uma vida em caixas e puta da vida porque não estou conseguindo manter o 365 Girls in a band com a regularidade que gostaria. O frio invadiu Belo Horizonte depois de 42 anos e essa é uma mini playlist para você que, como eu, quer largar tudo e fazer o que ama, mas não tem dinheiro.
 
Hunx and his punx
A frente de uma banda formada só por mulheres, Seth Bogart, o nome real de Hunx, começou sua carreira musical em 2008, no grupo de gay pop Gravy Train! Comparado a bandas de punk femininas, esse grupo misturava som punk com letras grudentas. Em 2010, ele começou a banda com uma formação 100% feminina, a Hunx and his punx. A banda assinou com o selo Hardly Art no mesmo ano e, em 2011, teve seu primeiro disco produzido por Ivan Jullian, integrante do Richard Hell. Apesar de estar a frente da banda, Seth declara que Hunx and his punx só existe por causa das meninas e de suas sonoridades únicas e precisas. Sem elas, ele toca projetos solo, mas a banda é uma banda de mulheres com um cara no vocal, quase por coincidência. Respeitada pela velha cena punk e riot girrrl, Hunx and his punx é um som forte e catártico, ótimo para mandar esse inverno para longe.  
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 Juliette and the licks

Se você cresceu nos anos 90, tem uma boa chance de conhecer (e amar) a Juliette Lewis. Atriz,fez filmes icônicos como Cabo do Medo, Assassinos por Natureza e Um drink no inferno. Juliette montou a banda em 2003, junto com Patty Schemmel, baterista do Hole, após ficar extasiada com um show do Blondie. Além de Patty e Juliette, a primeira formação da banda contava com Todd Morse e Paul Ill e já teve até Dave Grohl entre seus integrantes. A banda criou um hype e seus dois maiores sucessos You're Speaking My Language e Hot Kiss foram hits indies. Eles chegaram a apresentar um prêmio VMA Brasil, na MTV local. Em 2009, Juliette anunciou o fim da aventura musical. Ela chegou a lançar um disco solo depois do fim da the licks. Em 2015, a banda fez uma rápida volta e agora está em um futuro incerto.

Para saber mais: Wikipedia

Warpaint
Acho impressionante a quantidade de amigos diferentes que gostam de Warpaint. Isso acontece porque a banda dispensa a mesmice e, de um jeito bom e coeso, apresenta coisas novas a cada novo disco. Seus videoclipes são maravilhosos, dá sempre uma vontade inexplicável de ser amiga de Emily Kokal (vocais e guitarra), Theresa Wayman (guitarra, teclado e vocais), Jenny Lee Lindberg (baixo e vocais) e Stella Mozgawa (bateria e teclados). Mistura de shoegaze, dreampop e um bocado de experimental, o som das meninas é criativo e instigante sem ser inacessível. Elas estiveram no Brasil há dois anos e arrancaram suspiros da plateia. Começando a banda bem novas e com uma super pressão de serem revelações desde o início, a Warpaint manteve um pé firme em sua trajetória e, sem desesperar ou ceder as pressões da fama e do pop, vem entregando um som consistente a cada novo álbum.

Para saber mais Site OficialInstagram

Karen O
A vocalista do yeah, yeah, yeahs é gente como a gente. Quando esteve em BH, foi vista no Rei do Pastel, um tradicional bar da madrugada boêmia mineira que vende pastel (naturalmente) e caldo de cana, não aceita cartão e tem um dos piores banheiros já enfrentados por esta que vos escreve. De pai polonês e mãe sul-coreana, Karen é uma americana que abraça causas de imigrantes e outras minorias. Já colaborou com a Peaches para a trilha sonora de Jackass 2 e fez a trilha sonora mais linda do mundo para o doce e triste Onde vivem os monstros. O disco da trilha sonora foi o primeiro assinado como Karen O, sem a participação da banda. Ela também já colaborou com Spike Jonze, diretor de Onde vivem os Monstros e com Trent Reznor. Seu primeiro álbum solo oficial, Crush Songs, foi lançado em 2014. De lá para cá, ainda estamos na espera de outro. Mas enquanto isso, dá para ir curtindo composições para outras trilhas e o próprio Yeah, Yeah, Yeahs

Para saber mais: AllMusicSite Oficial

M.I.A
Eu não lembro como ou quando eu resolvi que a M.I.A devia estar nesse projeto, mas as vezes eu mudo de opinião a respeito. Hoje é um dia que fico feliz que ela esteja na lista. Eu gosto da M.I.A, acho que ela conseguiu fazer música legal com cunho político. Que quebra o estereótipo de música pop bobona e de música ativista chata. Mas não sou exatamente fã de tudo que ela faz (há sempre quem lembre do flerte meio roubo dela com o funk carioca, uma experiência bem falha na minha opinião). Além de musicista, M.I.A é artista plástica e cineasta. Original de Londres, ela já morou no Sri Lanka e suas experiências migratórias tem influência direta em suas expressões artísticas. Borders, essa música massa com esse clipe doloroso, é uma das provas que, neste momento, M.I.A e ouras como ela precisam muito existir.

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