Faixa a faixa: Frabin - 'Nope'


Victor Frabin é um músico paraense, radicado em Florianópolis - Santa Catarina. Ontem o camarada soltou o EP Nope pela midsummer madness, um trabalho com quatro faixas bem trabalhadas e bastante coesas entre elas. Talvez o trampo mais bem feito do camarada até este momento de sua carreira, por mais que siga o caminho sonoro já trazido em Real (2015), seu primeiro disco cheio.

O trabalho foi gravado em algum momento de 2016 no estúdio caseiro do Frabin e  masterizado por Rob Grant, no Poons Head Studio em Perth, Australia. Por onde já passaram bandas como Tame Impala e nomes pops como Miley Cyrus. Frabin fez também uma edição limitadíssima em cassete, feito no Canadá/ EUA em parceria com o selo americano Feels So Reel Music. São apenas 23 unidades que você pode comprar direto com'qa ele

Rápido como as músicas e o EP, pedimos para o músico comentar as faixas e responder algumas questões acerca da vida dele e do novo momento. Aproveita pra ouvir/baixar o EP e sacar o papo.

01. "Public Loneliness"

Esta canção vem de uma pira que eu tirei no começo da faculdade aonde eu passava muito tempo sozinho observando os outros, dai veio a inspiração pra letra, acho que até parte da letra eu escrevi lá também.

A quantas anda a Rascal e ela ajuda e atrapalha seu trampo solo? Vejo que são caminhos bem diferentes, mesmo que bebam na mesma fonte.

Sobre a Rascal não tem muito o que falar, a banda tá bem parada já a um bom tempo, temos planos de voltar mas falta interesse de todas as partes, então na verdade nunca ajudou nem atrapalhou em nada.

02. "Habits"

É uma canção de superação, mas não muito específico em algum obstáculo.

O clipe de "Habits" tem um vibe anos 80 de comerciais, como você disse pro som do som, a música casava com a ideia. De onde vem essa influência dos anos 80 em você, já que acredito que você não deve lembrar muito da época. 

O clipe de "Habits" a inspiração é que eu curto a estética VHS desde sempre, mas paralelo a isso eu tinha ideia de fazer um clipe meio nessa vibe que fosse um comercial, ai eu juntei a estética que eu gostava e tava ao meu alcance junto com a ideia e rolou o clipe.

Um adendo: como foi sua infância?

A minha infância foi bem tranquila, cresci em partes em Belém e depois no interior de Santa Catarina, então eu sempre fui muito de brincar na rua.

03. "Dreamy State"

Fala um pouco sobre a sensação de dissociação, de parecer que você tá vendo a sua vida em terceira pessoa, apenas como um espectador.

O que do Pará sobrou no Frabin?

Não sei se eu posso me apropriar de algo do Pará na minha música, eu vivi tão pouco lá que nem sotaque eu peguei, no máximo algumas memórias do jardim de infância. Meu pai ainda mora lá e eu vou todo ano, mas hoje me vejo mais como turista do que como local.

04. "Back Together"

Esta música veio depois de um fim de um relacionamento, aonde você volta consigo mesmo e passa a ver que alguém é completo por si só.

O uso de vocais dobrados e do som pop meio que voltou a moda no brasil: essa estética trouxe de volta e deu ascensão a selos como a midsummer (outrora melhor selo do indie brasileiro) e a atual balaclava. Ambas lançaram seu EP em parceria. Queria saber se essa parceria com os selos veio antes da feitura do trampo ou depois.

Então, eu não to mais na Balaclava, tive que sair do selo por que não tava conseguindo resolver nada com eles, meu EP foi lançado pela midsummer já que eles não me respondem nenhum email a meses. A midsummer tá comigo desde o meu primeiro EP, o Selfish, mas quanto a questão criativa os selos não se envolvem em nada, é tudo por minha conta, o papel deles fica na distribuição e alguma ajuda pra shows e tal.

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