Os cincos melhores discos nacionais e um dos gringos que Diogo Galvão ouviu no ano de 2011…
por Diogo Galvão em Dec 12, 2011 • 17:58 10578Sem comentárioshttp%3A%2F%2Fwww.altnewspaper.com%2Fmaterias%2Fos-cincos-melhores-discos-nacionais-e-um-dos-gringos-que-diogo-galvao-ouviu-no-ano-de-2011-2%2FOs+cincos+melhores+discos+nacionais+e+um+dos+gringos+que+Diogo+Galv%C3%A3o+ouviu+no+ano+de+2011...2011-12-12+17%3A58%3A00Diogo+Galv%C3%A3ohttp%3A%2F%2Flocalhost%2Fwordpress%2F2011%2F12%2F12%2Fos-cincos-melhores-discos-nacionais-e-um-dos-gringos-que-diogo-galvao-ouviu-no-ano-de-2011%2FMais uma lista de top5 dos discos de 2011 aqui no blog, um ano bem bom pro cenário independente nacional, que teve mais visibilidade e mercado. Não vou me prender a falar dos badalados e nem dos hype na minha lista, mas há alguns que se destacaram como o “Nó na orelha” do Criolo que achei fodão e entra fácil como um dos disco do ano. Ainda nessa onda teve o Bixiga 70 e o Burro Morto também que são discos excelentes e o do Constantina que é legal também. Mas todos eles não são exatamente tipo de som que costumo ouvir com mais frequência, então decidir focar esse top5 nos melhores barulhos de 2011.
Robot Wars – Robot Wars:
Escutei quinta-feira e já tenho que dar o destaque. Sete registros de um duo de Aracaju formado pelo amigo Ivo (Renegades of Punk, Karne Krua) tocando bateria e o Silvio na guitarra e voz. Crust punk na linha do Tragedy, From Ashes Rise, Ekkaia. Qualidade do trabalho me surpreendeu. “In grind we crust”.
Fire Driven – Growing Past These Lines:
Quarteto paulista formado por músicos carimbados da cena paulistana fazendo um post-rock, post-hardcore. O Fire Driven foi uma grata surpresa pra mim, é roqueiro, é sujo, é indie, é skate. Gosta de Samiam? Helmet? Seaweed? Das bandas da Subpop? Então escute esse disco.
Leptospirose – Aqua Mad Max:
Quique e cia fazem da Leptospirose uma banda, os caras tão na correria organizando shows, escola de música, festival, gravadora e ainda tocam o terror como o power trio mais ensandecido desse país. O Aqua Mad Max pra mim é o melhor disco da banda até agora, é mais hardcore, mais rápido e mais sujo do que os outros discos, as letras são um nonsense que chega até a você questionar o que é realmente sem noção, e juntando com a arte do E.T, fecha tudo como uma obra musical linda pra quem não gosta de música bonita.
Test – Carne Humana:
A banda que mais fez barulho no ano com certeza foi o duo paulistanos grindcore do Test. Apresentações em filas de shows de bandas gringas, um dvd ao vivo no Museu da Imagem e do Som, dois eps lançados, um deles com prensagem gringa em 7″ e ainda uma tour na Europa. Carne Humana é um desses lançamentos e com apenas 4 sons, mostra o todo espírito do capiroto que é a banda, só ouvir musicas como “Na pele de Deus” e “Ele morreu sem saber” para entender o que estou falando.
O Inimigo – Imaginário Absoluto:
Taí o disco que não paro de ouvir. O novo do O Inimigo é impecável! Hardcore punk, simples, nada mais que isso, e acho que aí é que a banda se destaca. O disco é todo bom, música pra quem gosta de Minor Threat, de Black Flag, como tem música pra quem gosta de Fugazi, é energia, é sinceridade e é direto. A arte do disco e a gravação também merecem destaques, de muitíssima qualidade. Um dos melhores trabalhos do ano sem dúvida, o melhor da banda até agora pra mim, um clássico.
Oathbreaker – Mælstrøm:
Bom, fiquei na dúvida entre este disco ou o do Graveyard, os dois foram os que mais apreciei nesse ano, decidi pelo Oathbreaker. O quarteto belga é uma caótica mistura de punk, hardcore e metal, da maneira mais destruidora possível. O Mælstrøm, debut da banda ainda passeia pelo crust e pelo doom, algumas influencias nítidas do Entombed ainda engrossam o caldo, tudo isso mixado pelo guitarra do Converge. Destruição!









